Filha de Bruce Willis recorre à genética preventiva

Bruce Willis e a filha Rumer Willis

O declínio cognitivo de Bruce Willis não apenas transformou a dinâmica familiar, mas também levou as pessoas ao seu redor a repensar o autocuidado a longo prazo. Sua filha mais velha, a atriz Rumer Willis, que ele compartilha com Demi Moore, revelou ter passado por uma bateria de testes genéticos – incluindo o teste APOE, associado ao risco de Alzheimer – para antecipar possíveis condições hereditárias.

Essa decisão veio na sequência do diagnóstico de demência frontotemporal que forçou o astro de “Duro de Matar” a se afastar da atuação em 2023.

Embora organizações como a Alzheimer’s Society apontem que a maioria das formas de demência não segue padrões estritamente hereditários, o histórico familiar de condições neurodegenerativas e oncológicas levou a atriz a buscar clareza clínica.

Mudanças no estilo de vida

Por meio de uma parceria com a plataforma de análises clínicas Function, Rumer conta que obteve acesso a painéis de diagnóstico avançados para elaborar uma estratégia de saúde personalizada com seus médicos.

“Às vezes, é assustador saber as respostas”, admitiu Rumer. “Está claro que existem fatores genéticos na minha família. Não se trata apenas de demência; também tive familiares com câncer de mama e outras doenças. Mas acredito que ter informação nos dá poder”, dise à revista “People”.

A atriz afirmou que ser mãe de Louetta, hoje com três anos, reforçou seu compromisso com a prevenção antes que surjam sintomas de declínio.

O desafio do cuidado familiar

A progressão da demência frontotemporal – um transtorno que compromete progressivamente a linguagem, o comportamento e as habilidades motoras – mantém unidos os dois núcleos familiares do ator.

Suas cinco filhas (Rumer, Scout e Tallulah, do casamento com Demi Moore; e Mabel e Evelyn, do casamento com Emma Heming) mantêm uma rede de apoio ativa.

Enquanto Heming continua seu trabalho de conscientização sobre o papel e o desgaste associados ao ato de cuidar, Rumer reconheceu a complexidade da “perda ambígua”:

“Sinto falta de uma versão diferente de quem meu pai era. Ser forte significa aprender a lidar com a dor e estar presente com ele, exatamente como ele é hoje.”

Fonte: O Fuxico

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