Filha de Mr. Catra deixa prisão após investigação por fraude

Juju Garcia, filha de Mr. Catra, sai da prisão

Julia Garcia Domingues, uma das filhas do funkeiro Mr. Catra, deixou o Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A jovem, conhecida como Juju Garcia, havia sido presa em 9 de julho de 2025 durante a Operação Falsa Portabilidade, da Polícia Civil do Rio.

A investigação apura um esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados destinados a aposentados e pensionistas.

A saída da prisão foi registrada em vídeo pelo marido de Julia, Lenon Costa, e publicada nas redes sociais. “Liberdade eterna, gratidão sempre a Deus e os orixás. Agora é só vitória”, escreveu.

O casal se casou em outubro do ano passado, durante uma das visitas de Lenon à esposa no presídio.

Juju Garcia mudou visual após período presa

Aos 29 anos, Julia deixou a unidade prisional com um visual diferente daquele que costumava mostrar nas redes sociais. Sem megahair, usando calça jeans, blusa branca e chinelos, ela carregava poucos pertences ao sair do local.

Antes da prisão, a filha de Mr. Catra compartilhava conteúdos para mais de 15 mil seguidores no Instagram. A jovem publicava ensaios fotográficos, viagens e momentos pessoais.

Entre os destinos registrados por Julia estavam Búzios, na Região dos Lagos, além de Ilha Grande, Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, e Salvador, na Bahia.

Homenagens ao pai e declarações ao marido

Nas redes sociais, Julia também costumava publicar homenagens ao pai, que morreu em 2018, aos 49 anos, após enfrentar um câncer no estômago.

Em uma das publicações, ela escreveu sobre a saudade do cantor: “Queria tanto poder te ver pelo menos um dia, te abraçar e comer um peixe com você, te amo todos os dias!”

A jovem também possui uma tatuagem em homenagem ao funkeiro. Em outro registro, declarou: “Você foi o melhor, meu pai, e jamais vou esquecer tudo que me ensinou, todo amor que me deu e o exemplo de homem que foi. Meu amor por você é eterno e não há morte que consiga enfraquecê-lo”.

Além disso, Julia compartilhava declarações ao marido, Lenon Costa. Após a prisão da companheira, ele restringiu o perfil nas redes sociais, mas voltou a publicar conteúdos da rotina como motociclista de aplicativo. O rapaz também possui uma tatuagem com o nome da esposa no pescoço.

Investigação aponta esquema de empréstimos consignados

Além de Julia, outras seis pessoas foram presas na operação. A Polícia Civil cumpriu mandados no Acre, Minas Gerais, bem como em Santa Catarina.

Conforme as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 5 milhões nos últimos anos.

De acordo com a polícia, os suspeitos abordavam aposentados e pensionistas com a promessa de substituir contratos antigos por novos empréstimos com condições melhores.

“Eles se passavam por consultores financeiros e ofereciam propostas para reduzir os juros dos empréstimos. As vítimas, convencidas pelos golpistas, acabavam contratando novos empréstimos. No fim, ficavam com novas dívidas, enquanto os criminosos ficavam com o valor total do 2º contrato”, afirmou a delegada Josy Lima Leal Ribeiro, titular da Delegacia de Defraudações do Rio, ao g1.

A Polícia Civil afirma que Julia emprestava suas contas bancárias para receber valores das vítimas.

De acordo com o delegado Gustavo Henrique da Silva Neves, da Polícia Civil do Acre, o grupo também utilizava documentos falsificados para obter os empréstimos. Uma das vítimas teria registrado prejuízo de R$ 400 mil.



Fonte: O Fuxico

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