Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina após prisão de Maduro

Foto: Federico Parra/AFP

Venezuela – As Forças Armadas da Venezuela reconheceram, neste domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país, após a prisão de Nicolás Maduro ocorrida no último sábado. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em pronunciamento oficial transmitido pela televisão estatal.

Segundo Padrino, a medida segue decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, que determinou que Delcy Rodríguez assuma o comando do governo por um período inicial de 90 dias. A Corte justificou a decisão como necessária para garantir a continuidade administrativa do Estado e a defesa da soberania nacional diante da ausência forçada do presidente.

Ainda de acordo com o tribunal, o tema continuará sendo analisado para definir o marco jurídico adequado que assegure o funcionamento do governo, da administração pública e das instituições do país durante o período de transição.

No mesmo pronunciamento, o ministro da Defesa afirmou que grande parte da equipe de segurança de Nicolás Maduro foi morta “a sangue frio” durante a ofensiva realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano. Padrino também fez um apelo à população para que retome, nos próximos dias, as atividades econômicas, trabalhistas e educacionais.

“A pátria deve seguir o seu caminho constitucional”, declarou o ministro, reforçando o discurso de normalidade institucional após os acontecimentos.

Posição dos Estados Unidos

Também neste domingo, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo americano está disposto a cooperar com as lideranças remanescentes da Venezuela, desde que elas “tomem a decisão correta”.

Em entrevista à emissora CBS News, Rubio disse que Washington irá avaliar os próximos passos das autoridades venezuelanas antes de definir sua postura. Segundo ele, caso não haja avanços considerados satisfatórios, os Estados Unidos manterão instrumentos de pressão sobre o país.

O secretário acrescentou ainda que, neste momento, é prematuro falar sobre eleições na Venezuela, destacando que ainda há “muito trabalho pela frente” no cenário político e institucional do país.

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