Manaus (AM) – A forte chuva que atingiu Manaus na tarde deste sábado (29/11) provocou novos pontos de alagamento em diferentes zonas da cidade, com destaque para a avenida das Torres, uma das principais vias da capital, em trecho na zona Norte, e para a rua Praia de Icaraí, no bairro Campos Sales, zona Oeste,onde moradores mais uma vez enfrentaram transtornos e prejuízos.
Na avenida das Torres, o volume intenso de água transformou trechos da via em verdadeiros corredores alagados, afetando o trânsito e causando longas retenções. Motoristas relataram dificuldades para trafegar e veículos chegaram a ficar parcialmente submersos. A situação acendeu alerta para riscos de acidentes e danos mecânicos.
Já no Campos Sales, a Rua Praia de Icaraí voltou a ser um dos pontos mais críticos. O igarapé nos fundos das residências, segundo moradores, está há meses sem manutenção adequada e, com a chuva forte, transbordou rapidamente, inundando casas, calçadas e toda a extensão da rua.
Moradores relatam que o alagamento se tornou tão frequente que a região já é tratada com ironia como “a nova ilha urbana de Manaus”. A comparação surge porque, a cada temporal, a rua deixa de ser apenas um ponto de alagamento e se transforma em uma espécie de “complexo náutico” improvisado. Há quem brinque que, em vez de motos e bicicletas, o item essencial de sobrevivência passou a ser um jet ski, uma lancha ou ao menos uma boia resistente.
A preocupação, porém, é séria. Além dos danos materiais, há riscos sanitários, já que a água acumulada vem do igarapé, frequentemente obstruído por lixo e sedimentos. Moradores afirmam estar cansados da falta de drenagem e temem que a situação piore com a construção de novos empreendimentos na área, o que pode aumentar o volume de escoamento e agravar os alagamentos.
Enquanto aguardam ações concretas do poder público, os residentes se adaptam como podem: móveis elevados, uso de botas, pranchas improvisadas e uma rotina de limpeza pós-enchente. Mas o sentimento predominante é de frustração.
A Defesa Civil monitora os principais pontos de alagamento na cidade e reforça a orientação para que a população evite áreas de risco durante tempestades, especialmente vias com histórico de transbordamento rápido.











