FVS-RCP mobiliza municípios para garantir vacinação de recém-nascidos nas primeiras 12 horas

Estado reforça aplicação obrigatória de BCG e Hepatite B em maternidades e introduz anticorpo contra vírus respiratório para prematuros; estratégias de imunização para 2026 foram alinhadas nesta segunda-feira (23).

Manaus (AM) – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realizou, nesta segunda-feira (23/02), uma reunião estratégica com coordenadores de imunização de todo o estado para definir as metas de 2026. O foco central da força-tarefa é o fortalecimento da cobertura vacinal no período neonatal, garantindo que os recém-nascidos já saiam das maternidades protegidos.

A orientação técnica reforça a obrigatoriedade da aplicação das vacinas BCG e Hepatite B ainda nas primeiras 12 horas de vida, conforme estabelece o Calendário Nacional de Vacinação. A medida é considerada vital para reduzir os índices de mortalidade infantil no Amazonas, especialmente em unidades mistas do interior que enfrentam desafios logísticos.

Uma das grandes novidades discutidas para este ano é a ampliação do uso do nirsevimabe. Trata-se de um anticorpo monoclonal indicado para bebês prematuros nascidos com menos de 37 semanas. A medicação oferece uma camada extra de proteção contra infecções respiratórias graves, e a FVS-RCP alinhou a logística de distribuição das doses para garantir que o público-alvo seja atendido de forma prioritária nas unidades de saúde.

“A proteção no período neonatal é uma estratégia primordial para a prevenção de doenças. Nosso objetivo é assegurar o acesso universal e a assistência padronizada em todas as maternidades”, destacou a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

Calendário e Prazos Importantes
Além do foco nos recém-nascidos, a reunião técnica destacou datas cruciais para a saúde pública neste primeiro semestre como o prazo da campanha atual da Influenza (Gripe), que encerra na próxima sexta-feira (28/2). Após essa data, o imunizante passa a integrar a rotina fixa para grupos prioritários, como gestantes e crianças de seis meses a seis anos; o planejamento para 2026 que inclui o retorno das equipes de saúde às escolas e uma grande campanha de multivacinação programada para o segundo semestre; e os novos protocolos para o transporte adequado de imunobiológicos, visando evitar perdas de doses por falhas de refrigeração no interior.

Organização dos Serviços
Para a subgerente de Imunização, Cléia Soares, o alinhamento busca adaptar as normas federais às diferentes realidades hospitalares do Amazonas. “Estamos orientando as equipes para que a vacinação dentro das maternidades seja organizada e segura, independentemente da modalidade de atuação da unidade”, pontuou.

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