Governador do Acre afasta equipe médica após bebê ser dado como morto e “voltar à vida”

Rio Branco (AC) – O governador do Acre, Gladson Cameli, determinou o afastamento imediato da equipe médica envolvida no caso do bebê prematuro declarado morto que apresentou sinais de vida durante o próprio velório, ocorrido no último sábado (25), em Rio Branco.
Foto: Reprodução

Rio Branco (AC) – O governador do Acre, Gladson Cameli, determinou o afastamento imediato da equipe médica envolvida no caso do bebê prematuro declarado morto que apresentou sinais de vida durante o próprio velório, ocorrido no último sábado (25), em Rio Branco. A decisão foi tomada após forte repercussão do caso e tem o objetivo de garantir transparência e rigor na investigação.

Em pronunciamento oficial, o governador afirmou que uma apuração minuciosa será conduzida pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) para esclarecer os fatos e avaliar se houve falha no procedimento médico.

“Os pais e a população não ficarão sem resposta. Havendo culpados, estes não ficarão impunes. Todos os esforços do Estado estão voltados para salvar a vida da criança, que está sendo assistida pelos melhores profissionais e com todo o suporte necessário”, declarou Cameli.

O bebê, identificado como José Pedro, é filho de Sabrina Souza da Costa, moradora de Pauini, no interior do Amazonas. Ele nasceu com 23 semanas de gestação e apenas 520 gramas, na noite de sexta-feira (24), no Hospital da Mulher e da Criança Bárbara Heliodora.

Logo após o parto, o recém-nascido foi declarado natimorto, mas, durante o velório realizado no sábado (25), familiares ouviram um choro vindo do caixão e interromperam a cerimônia, levando o bebê de volta às pressas ao hospital. Ele foi encaminhado para o Hospital da Criança, onde segue internado em estado grave, mas estável, na UTI Neonatal.

Médica explica o caso

A neonatologista Mariana Colodetti, que acompanha o bebê, explicou neste domingo (26) que o episódio é raro, porém documentado na literatura médica. Segundo ela, em casos de prematuridade extrema, pode ocorrer uma ausência temporária de sinais vitais, levando a um diagnóstico inicial equivocado.

“São condições muito delicadas. O bebê nasce com funções vitais extremamente frágeis e pode haver momentos em que os batimentos cardíacos e a respiração se tornam imperceptíveis. Embora raro, o retorno espontâneo da atividade cardíaca pode acontecer”, explicou a médica.

Colodetti ressaltou que José Pedro continua sob monitoramento constante, recebendo suporte ventilatório e acompanhamento multidisciplinar, e que a equipe médica mantém esperança cautelosa de melhora.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) reforçou que o caso é acompanhado por especialistas e que todas as etapas do atendimento, desde o parto até a constatação inicial de óbito , serão revisadas para evitar que situações semelhantes se repitam.

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