Manaus (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) deu prazo até a próxima sexta-feira (7/8) para que o Governo do Estado apresente uma solução definitiva para a suspensão dos atendimentos do plano de saúde dos trabalhadores da educação. Caso o problema não seja resolvido, o sindicato convocará um ato público na segunda-feira, às 9h, em frente à sede do Governo do Estado.
Para a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, a situação é grave porque atinge milhares de servidores e seus dependentes, muitos deles em tratamento médico.
“Esta é a quinta suspensão dos atendimentos desde 2019. Não estamos falando de um benefício qualquer. Estamos falando do direito à assistência à saúde de trabalhadores que já enfrentam sobrecarga, adoecimento e condições cada vez mais difíceis de trabalho. Muitos dependem do plano para dar continuidade aos seus tratamentos e não podem viver a incerteza de saber se terão atendimento quando precisarem”, afirmou.
O sindicato lembra que o plano de saúde foi uma conquista histórica da categoria. Foram 16 anos de mobilização até que o benefício fosse implantado, em 2016.
“Essa conquista não foi um presente de governo. Foi resultado da luta dos trabalhadores da educação. Não aceitaremos qualquer retrocesso”, destacou Ana Cristina.
Nos últimos meses, o Sinteam encaminhou ao Ministério Público do Estado (MPAM) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) um levantamento baseado em dados oficiais da Junta Médica do Estado que aponta um crescimento expressivo dos afastamentos de trabalhadores da educação por transtornos mentais. Segundo o sindicato, esse cenário torna ainda mais preocupante a interrupção da assistência à saúde.
“Quem já enfrenta problemas de saúde física ou mental precisa de segurança para continuar seu tratamento. A incerteza sobre a continuidade do atendimento aumenta a angústia dos trabalhadores justamente em um momento em que o adoecimento da categoria vem crescendo”, ressaltou a presidente.
Segundo informações divulgadas pela operadora responsável pelo atendimento, existem sete meses de mensalidades em aberto, além de um débito remanescente de 2022, totalizando aproximadamente R$ 52 milhões. O Sinteam ressalta, porém, que, independentemente das questões contratuais, é responsabilidade do Governo do Estado garantir que os trabalhadores não fiquem desassistidos.
“O que está em jogo não é apenas um contrato. É a saúde de milhares de trabalhadores e de suas famílias. Independentemente de quem preste o serviço, o Estado tem o dever de assegurar a continuidade da assistência”, afirmou Ana Cristina.
O sindicato lembra ainda que, desde 2019, durante as gestões dos governadores Wilson Lima e, agora, Roberto Cidade, as suspensões de atendimento têm se repetido em razão de impasses relacionados ao contrato do plano de saúde, gerando insegurança permanente entre os servidores.










