Manaus (AM) – O Governo do Amazonas oficializou, nesta quarta-feira (22/4), um avanço significativo na política de valorização dos servidores da Segurança Pública. O governador interino Roberto Cidade anunciou o reajuste salarial de 4,14% referente à data-base de 2026, uma medida que alcança mais de 14 mil profissionais, entre ativos e inativos, e representa um investimento anual de R$ 171 milhões nos cofres estaduais.
O novo percentual será aplicado aos vencimentos de servidores da Polícia Civil (PC-AM), Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros (CB) a partir de novembro deste ano. Segundo o governo, a definição do índice foi fruto de um intenso diálogo técnico entre a Secretaria de Fazenda (Sefaz), Casa Civil e representantes das associações de classe.
O secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, ressaltou que a medida reconhece o esforço dos agentes que atuam na linha de frente. “Destaco a sensibilidade do governador em valorizar nossos agentes que estão diuturnamente combatendo a criminalidade”, afirmou.
Fortalecimento das Instituições
Para as cúpulas das forças de segurança, o anúncio traz fôlego extra às corporações. O comandante-geral, coronel Klinger, classificou o reajuste como o atendimento a um “pleito histórico” de homens e mulheres que salvaguardam a população. O coronel Orleilso Muniz destacou que o ganho fortalece o sistema como um todo, garantindo que as instituições sigam alinhadas.
Polícia Civil: O delegado-geral Bruno Fraga pontuou que o gesto sinaliza uma melhora não apenas estrutural, mas diretamente na qualidade de vida dos policiais que estão na ponta do atendimento.
Além do reajuste financeiro, o pacote de benefícios contempla a promoção de 713 alunos-soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Com a conclusão desta etapa, esses novos praças passam a atuar efetivamente nas ruas, ampliando o policiamento ostensivo e as ações de salvamento tanto na capital quanto nos municípios do interior.
O impacto de R$ 171 milhões na folha anual demonstra, segundo a gestão estadual, um esforço fiscal para manter o equilíbrio das contas enquanto se assegura o poder de compra e a motivação das forças que compõem o braço armado e protetor do Estado.











