Governo Federal reconhece emergência em 30 municípios do Amazonas por inundações

Quase metade das cidades amazonenses está em situação crítica, afetando mais de meio milhão de pessoas.
(Foto: Altemar Alcântara/Semseg)

Manaus (AM) – O Governo Federal oficializou o reconhecimento de situação de emergência por inundações em 30 municípios do Amazonas, abrindo caminho para o envio de recursos essenciais. Essa medida visa auxiliar as populações atingidas com cestas básicas, água potável e kits de higiene. Juruá, Manaquiri e Santo Antônio do Içá foram as mais recentes adições a essa lista, que já abrange quase metade das cidades amazonenses impactadas pela severa cheia dos rios, conforme portaria publicada na última quarta-feira (2/7) no Diário Oficial da União (DOU).

Além das inundações, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) também reconheceu emergências em Barreirinha por chuvas intensas e em Carauari devido à erosão de margem fluvial. Borba é o único município com o registro de dois tipos de desastres simultâneos. Para acessarem a ajuda federal, as prefeituras precisam submeter um plano de trabalho detalhado através do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), que passará por avaliação da Defesa Civil Nacional.

A situação é alarmante. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, a cheia já afeta mais de 530 mil pessoas. Dos 62 municípios do estado, 40 estão em situação de emergência decretada pelo governo estadual. As principais consequências são alagamentos generalizados, prejuízos significativos na agricultura e sérias dificuldades de deslocamento para a população. Em Manaus, o Rio Negro atingiu a marca de 29,04 metros, causando alagamentos em diversas ruas do Centro. Em Manacapuru, a situação é preocupante, com cerca de 45 mil moradores enfrentando problemas de saúde decorrentes da contaminação da água.

Em resposta à crise, o governo estadual tem agido para mitigar os impactos. Mais de 580 toneladas de alimentos, 2.450 caixas d’água, kits de purificação e medicamentos já foram distribuídos. Cilindros de oxigênio e até mesmo uma usina para a produção desse insumo foram enviados para municípios do interior. A Secretaria de Educação, por sua vez, mantém aulas remotas para os alunos afetados pela cheia, especialmente aqueles em comunidades ribeirinhas. A situação continua crítica e exige atenção e esforços contínuos das autoridades.

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