Manaus (AM) – O combate às queimadas no Amazonas ganhará reforço com a chegada de cinco aeronaves e a atuação conjunta do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O pacote de medidas foi anunciado neste domingo (18), em meio à persistência da fumaça que afeta Manaus e municípios do interior.
Com a ampliação da operação, o número de aeronaves enviadas pelo governo federal ao estado chegará a 16. Uma delas pode transportar até 12 mil litros de água por lançamento. As demais devem utilizar caixas com capacidade para mil litros cada, que se abrem durante a queda para despejar a água sobre as áreas atingidas. A previsão é que o sistema comece a ser utilizado nesta segunda-feira (19).
Forças Armadas terão comando conjunto em Manaus
A atuação militar será organizada por um Comando Conjunto instalado na capital amazonense, com participação das três Forças Armadas. A estrutura ficará responsável por acompanhar a situação e coordenar as ações de resposta aos incêndios.
“A primeira coisa é a instalação do Comando Conjunto das Forças Armadas em Manaus a partir de hoje”, afirmou o ministro da Defesa, José Múcio, durante o anúncio das medidas.
Base do SUS vai monitorar efeitos da fumaça
Além das ações de combate ao fogo, Manaus receberá uma base do Sistema Único de Saúde (SUS) para avaliar os impactos da fumaça sobre a população e identificar as necessidades dos serviços de saúde.
Até sexta-feira (16), o Ministério da Saúde havia identificado 12 municípios amazonenses que precisavam de apoio na assistência à população. Uma das principais preocupações é garantir o abastecimento de insumos essenciais, especialmente cilindros de oxigênio.
O monitoramento também incluirá os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Para evitar a falta de materiais, o ministério avalia a realização de compras emergenciais e o uso da estrutura logística das Forças Armadas para transportar insumos às localidades que necessitem de atendimento.
Governo quer identificar responsáveis pelas queimadas
As medidas também incluem a investigação dos incêndios para identificar possíveis responsáveis. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Silva, a pasta atuará em parceria com o governo estadual na apuração dos casos.
As ações foram discutidas em uma reunião realizada neste domingo, em Manaus, com a presença dos ministros José Múcio, Wellington Silva, Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional, e João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente. Também participaram representantes de órgãos ambientais e de segurança pública e o governador Roberto Cidade.
Qualidade do ar segue preocupando
A mobilização ocorre após mais de dois meses de oscilações na qualidade do ar no Amazonas. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) indicam registros que variam de condições moderadas a péssimas, em meio à fumaça provocada pelas queimadas.
O cenário mantém o alerta para os efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde dos moradores da capital e do interior, especialmente nas regiões mais afetadas pelos incêndios.











