Grávida ligada a facção que matou policial civil se entrega e vai para a prisão em Manaus

Merilane da Silva, 21, teve a prisão domiciliar revogada pela Justiça do Amazonas após ser presa em imóvel usado como depósito de drogas na Ponta Negra.

Manaus (AM) – Investigada por suposta ligação com a organização criminosa alvo da operação que resultou na morte do investigador de Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, Merilane da Silva, 21, apresentou-se espontaneamente às autoridades na manhã desta terça-feira (28/7), em Manaus. Após se entregar no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Zona Oeste da capital, ela passou por procedimentos cabíveis no Fórum Henoch Reis e foi encaminhada ao sistema prisional, onde cumprirá prisão preventiva em regime fechado por determinação da Justiça do Amazonas.

Merilane havia sido presa em flagrante na última sexta-feira (24/7) durante um desdobramento da ação policial. Contudo, em razão do estado gestacional, obteve inicialmente a concessão de prisão domiciliar durante a audiência de custódia. A decisão foi revista pelo Judiciário estadual, que expediu novo mandado de prisão preventiva.

Depósito de Drogas na Ponta Negra
Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Merilane é irmã de uma mulher apontada como participante ativa da ação criminosa que culminou na execução do investigador Luciano Sena. A jovem de 21 anos foi localizada pelas equipes em um imóvel de alto padrão situado no bairro Ponta Negra, utilizado pelo grupo criminoso para o armazenamento de grandes volumes de entorpecentes.

Durante entrevista coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, destacou que a residência em questão funcionava como um centro logístico de distribuição da facção investigada na capital.

Resposta da Polícia e Intensificação das Buscas
A ofensiva policial foi desencadeada logo após o homicídio do investigador Luciano Carvalho de Sena, alvejado enquanto cumpria ordens judiciais no bairro Alvorada, Zona Oeste de Manaus.

Desde a ocorrência, a cúpula da Segurança Pública intensificou as diligências na Região Metropolitana para desarticulação da célula criminosa, identificação de coautores e cumprimento de novas ordens de prisão. O caso segue sob acompanhamento dos órgãos policiais e do Ministério Público.

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