Manaus (AM) – O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) anunciou, nesta sexta-feira (15/5), a paralisação total da frota de ônibus da capital amazonense a partir da próxima segunda-feira (18/5). A decisão ocorre após quatro meses de negociações sem acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
Segundo o STTRM, o principal motivo da greve é o impasse nas tratativas sobre reajuste salarial, benefícios e condições de trabalho da categoria. Os trabalhadores reivindicam aumento real nos salários, melhoria no valor do vale-alimentação, além de garantias relacionadas à jornada e à segurança no exercício da função. A entidade sindical afirma que as propostas apresentadas pelas empresas foram consideradas insuficientes.
Por outro lado, o Sinetram alega dificuldades financeiras enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo, o que limitaria a concessão de reajustes nos termos exigidos pelos rodoviários. O sindicato patronal também defende que tem mantido diálogo com a categoria, mas ressalta a necessidade de equilíbrio econômico para manter a operação.
Com a paralisação de 100% da frota, a expectativa é de que milhares de passageiros sejam diretamente afetados em Manaus, especialmente trabalhadores que dependem do transporte público para se deslocar. A greve deve provocar superlotação em meios alternativos, aumento na demanda por aplicativos de transporte e possíveis atrasos em serviços essenciais.
Além dos impactos na mobilidade urbana, a paralisação total pode gerar prejuízos ao comércio e à economia da cidade, reduzindo o fluxo de consumidores e dificultando o funcionamento de empresas. Diante do cenário, cresce a pressão por uma mediação que possa encerrar o impasse antes do início da greve ou minimizar seus efeitos.
Até o momento, não há indicativo de acordo entre as partes. Caso não haja avanço nas negociações, Manaus poderá enfrentar um dos maiores colapsos no transporte público dos últimos anos.










