Nesta quinta-feira, dia 13 de agosto, o Globoplay reuniu o elenco e os criadores de Emergência 53 para uma coletiva de imprensa sobre a nova série original da plataforma. O OFuxico esteve presente e descobriu os detalhes da produção, que estreia no dia 20 de agosto com cinco episódios inéditos. No dia 27, outros cinco capítulos chegam ao streaming.
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Criada por Claudio Torres, Marcio Maranhão e Andrucha Waddington, a produção pode até lembrar outras séries médicas de sucesso, mas tem uma diferença fundamental: a história não acontece dentro de um hospital. Inspirada no atendimento de urgência móvel, a trama acompanha profissionais que precisam chegar rapidamente a diferentes ocorrências para salvar vidas.
“É uma série sobre socorristas. Já existiram filmes e séries sobre isso, mas não sobre o Brasil. O SAMU funciona e atende tanto as camadas menos favorecidas quanto as mais ricas. É a chance de falar sobre um serviço de saúde pública brasileira que funciona”, explicou Claudio Torres.
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Uma série médica fora do hospital
Em ‘Emergência 53’, o público acompanha a rotina da Unidade 53, um serviço fictício de urgência comandado pela médica Irene, interpretada por Yara de Novaes. Diferentemente das produções médicas tradicionais, os casos começam com uma ligação e levam a equipe diretamente para as ruas.
A proposta, portanto, é mostrar o que acontece antes de o paciente chegar ao hospital. Segundo Marcio Maranhão, a série também pretende ampliar a visão sobre os profissionais envolvidos no atendimento de emergência.
“Rompe um pouco com essa coisa da série médica focada apenas no médico. O SUS se faz com uma variedade enorme de profissionais de saúde. Tem os condutores, enfermeiros. Um atendimento do SAMU começa muito antes da ambulância sair para a rua”, afirmou.
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Já Andrucha reforçou que a produção não deve ser encarada como um derivado de ‘Sob Pressão’, também criada pelos três profissionais. “A Emergência 53 não é um spin-off de Sob Pressão. A gente vai até o chamado”, destacou.
Além disso, cada ocorrência permite que a série apresente diferentes realidades do Brasil. “A gente consegue fazer um painel do Brasil muito rico a cada atendimento”, acrescentou o diretor.
Manuela é a porta de entrada do público
A trama começa com a chegada da enfermeira Manuela, vivida por Valentina Herszage, à Unidade 53. A personagem funciona como uma espécie de guia para o espectador, já que também está conhecendo aquele universo.
“A série se inicia através dessa chegada. É como se o público chegasse junto com ela”, explicou Valentina. “Ela é enfermeira porque ela quer ser enfermeira. Além de toda a parte médica, os personagens têm suas questões. A enfermagem é um universo muito fascinante”.
Ao lado de Manuela estão a médica Glória (Heloísa Jorge), o médico Pedro (Emílio Dantas), os enfermeiros Vanessa (Raquel Villar) e Átila (William Nascimento) e os condutores Duda (Ana Hikari) e Vandam (Jaffar Bambirra).
Médicos, enfermeiros e condutores dividem o protagonismo
Um dos grandes diferenciais de Emergência 53 está justamente no chamado multiprotagonismo. A produção não coloca apenas os médicos no centro da narrativa. Pelo contrário, enfermeiros e condutores também ganham espaço para mostrar suas responsabilidades e histórias pessoais.
Ana Hikari, que interpreta Duda, contou que precisou encarar um treinamento bastante diferente para viver a personagem. A atriz fez 20 aulas de direção de ônibus para conseguir a carteira D e participar das cenas como condutora.
“Foi muito nervosismo. Foi muito maneiro poder tirar essa carta porque as cenas na ambulância são muito impactantes. A gente entra na adrenalina, na urgência desses atendimentos”, contou.
Para ela, a série também ajuda a dar visibilidade a uma função pouco explorada em produções do gênero. “Eu e o Jaffar trouxemos com muito orgulho essa parte dos condutores dentro da série porque é uma categoria que é pouco falada. E eles são muito importantes”.
Jaffar Bambirra também precisou passar por aulas de direção para interpretar Vandam. “Eu me sentia fazendo uma série de herói”, brincou o ator. “Foi um trabalho de uma entrega muito diária. Toda vez que vejo uma ambulância na rua, eu penso: ‘sei o que vocês estão vivendo’.”
Emílio Dantas, por sua vez, destacou justamente a dificuldade de gravar uma produção médica em ambientes que mudam constantemente. “O maior desafio foi justamente ser uma série médica em que você está fora do hospital. O ambiente muda a cada episódio. Isso trouxe muitas coisas incríveis. A série vai surpreender em todos os âmbitos”, afirmou.
Histórias pessoais também entram em cena
Embora as emergências sejam o motor da narrativa, Emergência 53 não pretende deixar os personagens de lado. A cada episódio, os atendimentos se misturam às histórias, conflitos e memórias íntimas dos profissionais.
Irene, por exemplo, precisa conciliar a rotina intensa como médica e chefe da Unidade 53 com a preocupação com a mãe, Dona Laura, interpretada por Fernanda Montenegro. A personagem enfrenta uma doença degenerativa grave, mas continua buscando maneiras de aproveitar a vida.
Já Glória, personagem de Heloísa Jorge, carrega outra questão importante. A médica representa mulheres que vieram de contextos periféricos e conquistaram espaços de liderança, mas ainda sentem a necessidade de provar constantemente sua competência.
“A Glória vai conversar com muitas mulheres que saíram de situações periféricas para ocuparem espaços de liderança. É uma mulher que precisa performar ser uma mulher forte para ser respeitada”, explicou a atriz.
Emergência 53 é a nova Grey’s Anatomy?
Se Grey’s Anatomy ficou conhecida por transformar a rotina hospitalar em um grande palco para dramas médicos e pessoais, Emergência 53 aposta em outra perspectiva. A produção brasileira troca os corredores do hospital pelas ruas e coloca seus personagens diante de situações em que tempo, preparo e trabalho em equipe podem fazer toda a diferença.
A comparação, portanto, pode até surgir entre os fãs de séries médicas, mas a proposta de Emergência 53 é própria. A produção quer mostrar o atendimento de urgência móvel a partir de quem está na linha de frente, valorizando profissionais que muitas vezes aparecem pouco nas histórias do gênero.
“Vai ter tudo que um público espera de uma série médica, mas o diferencial que a gente tem é o lado humano desses personagens”, resumiu Ana Hikari.
Márcio Maranhão ainda ressaltou que o Brasil tem um potencial enorme para criar séries médicas.
“Que a ente ocupe esse espaço com referências nacionais. Já temos aí Sob Pressão, com cinco temporadas. Desejamos vida longa à Emergência 53. Queremos ter referências de séries médicas brasileiras”.
Com oito personagens principais dividindo o protagonismo e uma narrativa que mistura adrenalina, conflitos pessoais e diferentes retratos do Brasil, Emergência 53 chega ao Globoplay com a missão de apresentar uma nova versão do drama médico, desta vez, com a emergência acontecendo onde a vida realmente acontece: nas ruas.
Fonte: O Fuxico










