Imagens de câmeras de segurança levam Polícia a prisão de dupla que executou “chefinho do Cell” na Zona Norte

Foto: Reprodução

Manaus (AM) – O que começou como um crime cercado de mistério, em plena luz do dia, no bairro da Cidade Nova, terminou com a prisão dos dois homens apontados como responsáveis pela morte de Rodrigo Silva dos Reis, 27 anos, conhecido como “Chefinho do Cell”, dono de uma assistência técnica de celulares.

Rodrigo foi executado a tiros no dia 20 de junho, na avenida Francisco Queiroz, zona norte da capital. Câmeras de segurança próximas ao local registraram toda a ação: um motociclista para em frente ao estabelecimento, o passageiro, de capacete na mão, desce apressado, entra na loja e, instantes depois, surge correndo. Logo em seguida, sobe novamente na garupa da moto e foge com o comparsa. Um crime frio, calculado e que deixou familiares, clientes e vizinhos em choque.

Após quase três meses de investigação, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) conseguiu esclarecer a trama. Segundo a Polícia Civil, o atirador foi identificado como João Lucas Pimenta de Jesus, 24 anos, o “Lukinha”, enquanto o piloto de fuga era Yago dos Santos Matos, 28 anos. Ambos foram presos na quinta-feira (18/09) e apresentados nesta sexta (19).

De acordo com a investigação, a motivação do crime foi o envolvimento da vítima com a companheira de um membro de uma facção criminosa que atua na localidade. A execução teria sido encomendada como forma de “punição” – revelando a brutalidade e a influência do crime organizado na vida cotidiana da cidade.

“Foi uma investigação contínua, minuciosa, que contou com análise de imagens e informações de inteligência. Conseguimos chegar ao paradeiro dos envolvidos e efetuar as prisões”, informou a equipe da DEHS.

A prisão de Lukinha e Yago não apenas soluciona o enigma que cercava a execução do jovem empresário, mas também evidencia a ousadia com que grupos criminosos agem em Manaus, transformando disputas pessoais em ordens de morte.

A Polícia Civil segue investigando para identificar quem ordenou a execução e se há outros envolvidos na trama criminosa. Enquanto isso, a indignação da comunidade permanece: um jovem empreendedor, conhecido pelo trabalho com tecnologia e assistência em celulares, teve a vida interrompida de forma covarde, por trás de um motivo que escancara o peso da violência urbana.

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