Indígenas estupram criança de 12 anos dentro de aldeia e gravam toda a ação

Autoridades mobilizam equipes para localizar responsáveis e garantir proteção à vítima de 12 anos
Foto: Reprodução

Juruá (AM) – Menina indígena de 12 anos, da etnia Kulina, foi resgatada após uma denúncia de estupro coletivo ocorrida dentro da própria comunidade, na região do município de Juruá, distante 674 quilômetros de Manaus. O caso foi confirmado pelo delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI).

Segundo o delegado, imagens registradas por moradores ajudam a identificar os envolvidos. Ele relatou que o conteúdo gravado é extremamente sensível e demonstra a necessidade de atuação imediata das forças de segurança.

“As imagens são tão fortes que eu, como policial e como pai, fiquei profundamente abalado. O que aconteceu com essa criança é inaceitável e exige resposta rápida do Estado”, afirmou Mavignier.

Ainda de acordo com o delegado, equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, já atuam na região para garantir a segurança da vítima, coletar informações e identificar todos os suspeitos.

“Já foram montadas equipes para o resgate, coleta de provas e localização dos envolvidos. A população de Juruá pode ter certeza de que estamos empenhados para que a situação seja esclarecida e tratada com a seriedade necessária”, destacou.

Mavignier reforçou que a postura institucional é de tolerância zero a qualquer forma de violação de direitos, independentemente do local onde ocorra.

“Nossa atuação é firme contra qualquer tipo de agressão envolvendo mulheres e crianças, seja na cidade, na zona rural ou em áreas indígenas. Nenhuma cultura ou tradição pode ser usada como justificativa para práticas que colocam vidas em risco”, disse.

O delegado também chamou atenção para o debate sobre a legislação que trata de atos infracionais cometidos por adolescentes, caso haja menores entre os envolvidos.

“Se os responsáveis forem menores de idade, a lei atual prevê apenas internação por período limitado. É um tema que precisa ser discutido com seriedade: estamos protegendo adequadamente as vítimas e a sociedade?”, questionou.

As investigações seguem em andamento sob coordenação da Polícia Civil.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *