Infecções hospitalares matam até 100 mil por ano e expõem falhas na higienização

Manaus (AM) – A cada ano, milhares de brasileiros enfrentam riscos adicionais ao buscar atendimento em hospitais: as infecções relacionadas à assistência, que podem atingir até 14% das internações e resultar em até 100 mil mortes, segundo a OMS.
Foto: Divulgação

Manaus (AM) – A cada ano, milhares de brasileiros enfrentam riscos adicionais ao buscar atendimento em hospitais: as infecções relacionadas à assistência, que podem atingir até 14% das internações e resultar em até 100 mil mortes, segundo a OMS. Além de ampliar o tempo de internação e os custos do sistema de saúde, essas contaminações revelam fragilidades nos protocolos de higienização.

A adoção de processos de desinfecção profissional, com tecnologia e métodos específicos, é parte essencial da solução para proteger pacientes, reduzir óbitos e tornar os ambientes hospitalares mais seguros. Pesquisas da Associação Médica Brasileira revelam que mais de 45 mil brasileiros morrem anualmente devido a infecções adquiridas em hospitais.

Francisco Pimentel, gerente de qualidade da JAN-PRO Manaus, tais números destacam que, além de um risco para a vida dos pacientes, as infecções hospitalares elevam o tempo de internação e os custos para as instituições.

“A contaminação em ambientes hospitalares vai muito além da sujeira visível. Microrganismos resistentes se proliferam em superfícies e equipamentos, criando uma ameaça constante. A higienização adequada não é um luxo, mas uma necessidade vital para a saúde pública”, afirma Francisco Pimentel.

Infecções mais comuns

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e diversos estudos epidemiológicos apontam os principais tipos de infecções que ocorrem em hospitais brasileiros:

  • Infecção do Trato Urinário (ITU): Especialmente em pacientes que utilizam sonda vesical de demora.
  • Pneumonia Associada à Ventilação (PAV): Uma das mais graves, ocorrendo em pacientes internados em UTIs.
  • Infecção da Corrente Sanguínea (IPCS): Geralmente associada ao uso de cateteres venosos centrais.
  • Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC): Relacionada a procedimentos cirúrgicos.

Impacto Econômico

Um estudo publicado no Brazilian Journal of Infectious Diseases mostrou que pacientes com infecções relacionadas à assistência (IRAS) ficam, em média, 16 dias a mais na UTI, gerando um custo direto extra de US$ 13.892 (cerca de R$ 75 mil) por paciente, em comparação com aqueles sem infecção.

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