Recentemente, as redes sociais voltaram a debater o fato de Jordana Morais ter utilizado cotas raciais para participar de um concurso do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) em 2016.
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Em sua conta no X, antigo Twitter, a influenciadora fez questão de se pronunciar e publicou um longo texto explicando o seu ponto de vista.
“Nos últimos dias, esse assunto voltou a circular e, antes de falar sobre leis ou qualquer aspecto jurídico, eu gostaria de falar como pessoa e trazer uma reflexão que considero muito mais importante. Quando tudo isso aconteceu, em 2016, eu estava prestando o primeiro concurso público da minha vida. Como tantos jovens brasileiros, eu estudava acreditando que aquela poderia ser uma oportunidade de construir uma vida melhor”, começou ela.
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Em seguida, ela afirmou que aprendeu mais sobre o assunto ao longo dos anos.
“Em nenhum momento passou pela minha cabeça desrespeitar a lei ou tirar o direito de qualquer pessoa. Essa repercussão me fez estudar, ouvir pessoas, ler mais sobre o assunto e entender melhor a essência da política de cotas. Naquela época, a minha compreensão sobre esse tema era muito mais limitada. Eu entendia a questão racial principalmente a partir da forma como eu me percebia. Com o passar dos anos, compreendi que as cotas carregam um propósito muito maior. Elas representam uma política pública de reparação histórica, criada para ampliar oportunidades para pessoas que foram e continuam sendo afetadas pelo racismo estrutural. Foi nesse processo que a minha visão mudou”, disse.
Continua nos comentários. pic.twitter.com/kytHFX4O9R
— Jordana ⚡ (@Jordanarmorais) July 15, 2026
Aprendizado
Em seu longo desabafo, Jordana ainda revelou que não descumpriu nenhuma lei.
“Não tenho nenhuma dificuldade em reconhecer que hoje compreendo essa política de forma muito mais profunda do que compreendia há dez anos. Aprender faz parte da vida. Mudar de entendimento diante de novos conhecimentos não é contradição. É amadurecimento. O que me entristece é ver esse processo de aprendizado sendo transformado na narrativa que eu teria cometido um crime. Como advogada, tenho a responsabilidade de falar sobre esse assunto com seriedade e respeito à lei. Tenho visto comentários dizendo que eu ‘cometi fraude de cotas’ e acho importante esclarecer alguns pontos, porque esse assunto acabou sendo tratado na internet de uma forma muito distante do que realmente diz o Direito. Na época, eu me identificava como uma mulher parda. Também entendia que a legislação sobre cotas raciais não se destinava apenas às pessoas pretas”.
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Por fim, Jordana afirmou que nunca exerceu nenhum cargo público.
“Foi exatamente por acreditar, de boa-fé, que eu me enquadrava nessa condição, e dentro da compreensão que eu tinha naquele momento sobre a minha própria identidade racial, que fiz a minha autodeclaração. Nunca houve a intenção de desrespeitar a lei ou de obter uma vantagem indevida. Além disso, eu sequer fui aprovada naquele concurso. Nunca tomei posse, nunca ocupei cargo público, nunca recebi remuneração. Não basta alguém discordar da autodeclaração de outra pessoa para concluir que houve crime. A própria legislação demonstra que esse tema é complexo”, concluiu.
Fonte: O Fuxico










