Juiz mantém preso acusado de matar palestino em frente a boate em Manaus

Foto: Reprodução

Manaus (AM) – O juiz Fábio César Olintho de Souza, da Comarca de Manaus, rejeitou na segunda‑feira (14) o pedido de soltura de Bruno da Silva Gomes, preso desde fevereiro pela morte do palestino Mohammad Manasrah, 20, e pela tentativa de homicídio contra o irmão da vítima, Ismail Manasrah.

Na decisão, o magistrado argumenta que Bruno representa risco à integridade da testemunha sobrevivente e pode fugir, a exemplo do coacusado Robson Silva Nava Júnior, que continua foragido. “Conceder a liberdade do acusado traz riscos à paz social”, registrou o juiz, destacando a violência do crime.

Caso em julgamento

  • Data do crime: 8 de fevereiro, por volta das 2h
  • Local: Rua Rio Içá, em frente à boate Rox Club, bairro Nossa Senhora das Graças
  • Arma utilizada: gargalo de garrafa
  • Resultado: Mohammad morreu com golpe no pescoço; Ismail sofreu ferimentos no rosto e nas costas.

Bruno e Robson foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas em 5 de março por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A audiência de instrução começou em 2 de julho com o depoimento de Bruno, detido na Unidade Prisional do Puraquequara. Robson, mesmo foragido, participou por videoconferência, mas não foi interrogado devido a falha no áudio; a oitiva foi remarcada para 22 de julho.

O MP sustenta que o ataque foi motivado por razão fútil e praticado à traição, fatores que podem agravar a pena. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue apurando o paradeiro de Robson.

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