Julgamento de Lindsay Clancy termina sem veredito

Lindsay Clancy no tribunal
Lindsay Clancy na corte com seu advogado / Reprodução / YouTube / TV

O juiz William Sullivan anulou formalmente o julgamento de Lindsay Clancy. A ex-enfermeira é acusada de matar os três filhos em janeiro de 2023, durante um suposto colapso mental.

O magistrado tomou a decisão porque o júri popular debateu o caso por mais de sete dias sem chegar a um consenso unânime.

Sullivan confirmou a anulação imediatamente após a Suprema Corte Judicial rejeitar um pedido de emergência da defesa, que tentava impedir o encerramento antecipado do processo.

Durante as cinco semanas de sessões no Tribunal Superior do Condado de Plymouth, os jurados e os promotores examinaram as mortes de Cora, cinco anos, Dawson, três, e Callan, oito meses.

Oitenta testemunhas depuseram durante o processo, incluindo especialistas médicos, amigos, agentes da lei e Patrick, ex-marido de Clancy.

De acordo com os autos da denúncia, Clancy asfixiou os filhos com elásticos de ginástica e, logo em seguida, saltou de uma janela do segundo andar em uma tentativa de suicídio que a deixou paraplégica.

Lindsay Clancy na corte com seu advogado / Reprodução / YouTube / TV

Crime premeditado ou inimputabilidade?

Ao longo dos debates, a acusação e a defesa disputaram a responsabilidade penal da ré como tese central do julgamento. A promotoria sustentou que Clancy agiu com plena consciência e intenção.

Segundo os promotores, a ré, exausta pela depressão, assassinou os próprios filhos porque os enxergava como o único obstáculo que a impedia de tirar a própria vida.

Em contrapartida, a defesa alegou que transtornos mentais graves retiraram a capacidade de discernimento da acusada. Os advogados afirmaram que a ex-enfermeira enfrentava um episódio agudo de psicose pós-parto, desencadeado por um coquetel excessivo e negligente de remédios psiquiátricos.

Diante do caso, o juiz ofereceu aos jurados opções de veredito que variavam de homicídio em primeiro grau à absolvição por falta de responsabilidade penal. Essa última decisão encaminharia Lindsay para uma internação psiquiátrica por tempo indeterminado.

Por fim, o magistrado rejeitou o pedido para afastar o jurado dissidente e marcou uma nova audiência para 29 de setembro, na qual as partes definirão os próximos passos da ação penal.

Fonte: O Fuxico

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