Justiça concede liberdade a sete guardas municipais acusados de tortura em Manaus

Manaus (AM) – A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a sete guardas municipais acusados de torturar um homem em situação de rua no Centro de Manaus. A decisão foi proferida nesta terça-feira (29), pela juíza Larissa Padilha Roriz Penna, da 11ª Vara Criminal da Comarca da capital, com base em parecer favorável do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).
Foto: Reprodução

Manaus (AM) – A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a sete guardas municipais acusados de torturar um homem em situação de rua no Centro de Manaus. A decisão foi proferida nesta terça-feira (29), pela juíza Larissa Padilha Roriz Penna, da 11ª Vara Criminal da Comarca da capital, com base em parecer favorável do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).

De acordo com a magistrada, a soltura foi condicionada ao cumprimento de diversas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com a vítima e testemunhas, além da suspensão do porte de armas e da função pública em casos de suspeita de irregularidade.

Segundo o advogado Vilson Benayon, que representa dois dos investigados, “nenhum dos policiais foi reconhecido formalmente, e não há provas nos autos que sustentem uma condenação”.

Medidas restritivas

Os sete agentes deverão:

  • Usar tornozeleira eletrônica;
  • Permanecer em casa das 22h às 5h;
  • Comparecer mensalmente à Justiça;
  • Não se ausentar da cidade sem autorização judicial;
  • Manter distância mínima de 50 metros da vítima;
  • Não manter contato com outros envolvidos e testemunhas.

Caso descumpram alguma dessas determinações ou cometam novas infrações, poderão ter a prisão preventiva restabelecida.

Defesa critica afastamento

A defesa dos guardas criticou a suspensão das funções dos agentes, alegando prejuízo à segurança do patrimônio público. “O Centro Histórico de Manaus está sendo revitalizado, e a ausência desses profissionais compromete a segurança da área”, disse Benayon.

O caso

A denúncia contra os guardas surgiu após a deflagração da Operação Valentia, no dia 1º de maio deste ano. A ação, realizada pelo MP-AM com apoio da Polícia Civil, teve como alvo os agentes suspeitos de espancar um homem algemado dentro de um prédio abandonado no Centro da cidade. O caso ocorreu em 12 de abril, mas só ganhou repercussão a partir do dia 24, após a circulação de vídeos nas redes sociais.

A vítima, que não foi identificada, não chegou a ser conduzida à delegacia após o episódio. A agressão provocou forte comoção pública e mobilização de entidades de direitos humanos.

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