Karoline Lima abriu o coração ao falar sobre os desafios emocionais da maternidade. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a modelo refletiu sobre a culpa que sente em situações do cotidiano e questionou a ideia de que uma mãe precisa deixar os próprios desejos sempre em segundo plano.
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Mãe de Cecília, de quatro anos, fruto do antigo relacionamento com Eder Militão, Karoline abordou o assunto a partir de uma situação comum: a filha viajou para passar um período na casa dos avós. Mesmo sabendo que a menina estava bem e cercada pela família, ela percebeu que continuava se cobrando.
“Minha filha viajou para a casa dos avós. Isso não acontece com muita frequência, mas sempre que acontece, fico pensando: ‘Por que estou me culpando se a criança está bem, feliz, com os avós, que são família, e está tudo bem ela estar com eles?’. Mas parece que depois que a gente vira mãe, tudo que a gente faz, mesmo que seja por nós mesmas, vem acompanhado de muita culpa”, desabafou.
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Karoline Lima fala sobre os dilemas da maternidade
Além disso, a modelo contou que essa cobrança aparece em diferentes momentos da rotina. Quando trabalha, sente que poderia estar com a filha. Por outro lado, quando viaja ou aproveita uma experiência especial, pensa que Cecília também gostaria de participar.
A culpa, segundo ela, também surge quando deseja sair para jantar, ficar sozinha ou simplesmente descansar. Karoline reconheceu que nem sempre tem energia para brincar e que, às vezes, perde a paciência. Com isso, situações comuns acabam se transformando em motivos para questionar a própria atuação como mãe.
“Sei que eu não estou fazendo nada de errado. Eu sei que eu posso trabalhar, viajar, namorar, fazer o que eu quiser, ter meus projetos, meus sonhos, minhas vontades. Só que eu acho que existe uma expectativa muito grande de que depois que você vira mãe, sempre precisa colocar seu filho em primeiro lugar. O tempo inteiro. E eu comecei a perceber que talvez não seja exatamente assim”, afirmou.
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Modelo quer conciliar maternidade e vida pessoal
Ao refletir sobre o assunto, Karoline destacou que cuidar da filha não precisa significar abrir mão de si mesma. Para ela, a maternidade e a individualidade podem caminhar juntas, sem que uma anule a outra.
“Colocar a Cecília em primeiro lugar não significa que automaticamente eu tenho que me colocar em último, e essa foi uma coisa que eu demorei muito para entender. Não preciso escolher entre ser mãe e continuar sendo eu”, declarou.
Nesse sentido, a modelo explicou que deseja ser uma referência positiva para a menina. Mais do que demonstrar amor e cuidado, ela quer que Cecília cresça vendo uma mulher que também trabalha, ama, cultiva amizades, viaja, cuida de si e mantém os próprios sonhos.
‘Amar não significa desaparecer dentro desse amor’
Por fim, Karoline refletiu sobre como pretende lidar com a culpa materna daqui para frente. Em vez de se cobrar para alcançar uma suposta perfeição, ela tenta entender se o sentimento aponta para algo que realmente precisa mudar ou se nasce apenas de uma expectativa impossível de cumprir.
“Isso é outra coisa que quero ensinar para ela, que amar não significa a gente desaparecer dentro desse amor. Hoje eu tento entender se aquela culpa está realmente me mostrando que tem alguma coisa que dá para fazer de diferente ou se é só uma cobrança para ser uma mãe perfeita. Até porque estar o tempo inteiro perto do seu filho não significa necessariamente ser uma mãe presente, assim como estar algumas vezes longe não significa ser uma mãe ausente”, ponderou.
Ao concluir o desabafo, a modelo reforçou que deseja ser alguém com quem a filha sempre possa contar, independentemente da distância física em determinados momentos.
“Eu não quero que Cecília se lembre de uma mãe que nunca nem saiu de perto dela. O que eu quero mesmo é que ela lembre de uma mãe para quem ela sempre pôde voltar. O porto seguro dela. E que esse porto esteja seguro também”, concluiu.
Fonte: O Fuxico









