Manaus (AM) – Por meio da Lei nº 7.239/2024, o Amazonas oficializou a criação da Semana Estadual em Prol da Saúde Mental dos Profissionais da Educação. De autoria da deputada estadual Mayra Dias (PSD), a legislação fixa o evento anualmente na primeira semana de janeiro, inserindo o cuidado emocional dos educadores de forma permanente no calendário oficial do Estado.
A medida surge como uma resposta estratégica aos desafios estruturais enfrentados pela categoria, focando não apenas na conscientização, mas em benefícios práticos que visam reduzir os afastamentos por motivos de saúde e melhorar a dinâmica no ambiente escolar.
A nova lei prevê uma estrutura de apoio que vai além do debate teórico. Durante a semana temática, a Secretaria de Estado de Educação e parceiros institucionais deverão promover apoio especializado com oferta direta de serviços de suporte psicológico e psiquiátrico aos profissionais; capacitação de identificação com treinamentos para que educadores consigam identificar, em si mesmos e nos colegas, sinais precoces de sofrimento psicológico; e ambiente de acolhimento com workshops voltados para a criação de estratégias de suporte emocional dentro das próprias unidades de ensino.
Prioridade na Linha de Frente
Para a deputada Mayra Dias, a legislação é uma ferramenta de dignidade profissional. “A saúde mental dos profissionais da educação precisa ser tratada como prioridade. São eles que estão na linha de frente da formação das futuras gerações e merecem apoio e cuidado”, destacou a parlamentar.
A urgência da lei é corroborada por dados preocupantes. Pesquisas nacionais indicam que a saúde mental é um dos principais motivos para o abandono da docência, com relatos frequentes de insônia, cansaço excessivo e crises de ansiedade entre os professores.
Impacto a longo prazo
Com a implementação da Semana Estadual, o Amazonas passa a ter um mecanismo de monitoramento ativo do bem-estar desses servidores. Para os educadores, o principal benefício é a quebra do estigma em torno das doenças mentais no trabalho, transformando o “esgotamento” em uma pauta de saúde pública com ações concretas de prevenção e tratamento.
“Essa iniciativa é um chamado à sociedade para olhar com mais atenção à saúde mental de quem educa”, concluiu a parlamentar, reforçando que a lei é um passo decisivo para garantir que a educação no Amazonas seja exercida com mais segurança e proteção aos seus protagonistas.











