Mãe de bebê sequestrada foi dopada e abusada sexualmente; três pessoas foram presas

Investigação aponta que suspeita simulava uma gravidez e teria atraído a mãe da criança com uma falsa doação de itens para recém-nascida.

Manaus (AM) – O desaparecimento da recém-nascida Ayla Sofia, de 23 dias, foi resultado, segundo a Polícia Civil do Amazonas, de uma ação planejada para obter uma criança que pudesse ser apresentada como filha de uma mulher que simulava uma gravidez.

Os detalhes da investigação foram apresentados nesta terça-feira (11), durante uma coletiva de imprensa. De acordo com os investigadores, a principal suspeita, identificada como Jaqueline, teria criado uma falsa gestação e precisava conseguir um bebê para sustentar a história diante de parentes.

Para chegar até a criança, a suspeita teria usado uma estratégia para ganhar a confiança da mãe, Márcia Maués. A mulher teria oferecido produtos para a bebê, entre eles roupas, fraldas e um carrinho, fazendo com que Márcia se deslocasse até um endereço indicado.

No entanto, conforme a investigação, a situação mudou após a chegada da mãe ao imóvel. Ela teria sido impedida de sair e mantida em cárcere privado. A Polícia Civil também afirma que Márcia teria recebido substâncias que reduziram sua capacidade de reação e que sofreu violência sexual durante o período em que permaneceu no local.

Com a mãe sem condições de reagir, os suspeitos teriam conseguido retirar Ayla dos cuidados dela. A intenção investigada era entregar a criança a Jaqueline para que ela pudesse apresentá-la aos familiares como sendo sua filha.

O esquema acabou frustrado. Depois de ser retirada da mãe, a bebê foi abandonada e localizada posteriormente pelas forças de segurança. Ayla recebeu atendimento e foi devolvida à família.

Três investigados foram presos

As investigações levaram à prisão de Jaqueline, do companheiro dela, identificado como Lucas, e de Wesley Nascimento Lopes.

Segundo a Polícia Civil, os três são investigados por diferentes condutas relacionadas ao caso, incluindo o sequestro da recém-nascida e o cárcere privado da mãe. A participação de cada suspeito na elaboração e execução do crime ainda está sendo individualizada pelos investigadores.

Os presos foram encaminhados para uma unidade policial e permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que novas diligências continuam sendo realizadas para esclarecer toda a dinâmica da ocorrência, reunir provas e determinar a responsabilidade de cada envolvido.

Para os investigadores, a maneira como a mãe foi atraída até o imóvel reforça a suspeita de que o crime tenha sido planejado previamente. A falsa oferta de itens para a recém-nascida teria servido como isca para colocar mãe e filha no alcance dos suspeitos.

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