Manaus completa uma semana encoberta por fumaça; Aulas seguem suspensas e bairros registram níveis críticos de poluição

Rede municipal mantém atividades escolares suspensas nesta sexta-feira (16). Medições apontam concentrações de até 218,2 µg/m³ de partículas finas em bairros da capital, enquanto a fumaça continua ameaçando a saúde da população.
Foto: Reprodução

Manaus (AM) – A fumaça das queimadas que encobre Manaus completa uma semana nesta sexta-feira (16/10), e a preocupação com a qualidade do ar mantém as aulas presenciais da rede municipal de ensino e atividades ao ar livre suspensas. A medida busca reduzir a exposição de estudantes e profissionais da educação aos poluentes.

Na noite de quinta-feira (15/10), a Defesa Civil Municipal classificou a qualidade do ar como moderada, com 38 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas (MP2,5). A previsão, porém, indicava possibilidade de piora durante a madrugada e a manhã desta sexta.

Novas medições divulgadas pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram concentrações críticas em diferentes regiões da capital. Os bairros Petrópolis e Parque Dez de Novembro registraram até 210,5 µg/m³, enquanto Armando Mendes chegou a 218,2 µg/m³. Os dados indicam forte variação da poluição entre os pontos monitorados.

A fumaça está associada a queimadas no interior do Amazonas e em outros estados. No interior amazonense, municípios como Autazes e Itacoatiara também registraram níveis preocupantes nos últimos dias, classificados como péssimos em pontos de monitoramento.

Além da rede municipal, a UEA, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) também suspenderam atividades presenciais durante episódios recentes de piora da qualidade do ar. A confirmação da manutenção dessa medida especificamente nesta sexta-feira deve ser verificada nos comunicados atualizados das instituições.

Alerta à população

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da fumaça. A orientação é evitar atividades físicas ao ar livre durante períodos de maior poluição, reduzir a exposição à fumaça e acompanhar os alertas das autoridades.

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