Manaus deve ter 410 novos casos de câncer de mama em 2026; veja exames que ajudam no diagnóstico

Estimativa do Inca reforça a importância do diagnóstico precoce. Especialista explica quando procurar atendimento e quais exames podem ser indicados.

Manaus (AM) – Manaus deve registrar 410 novos casos de câncer de mama em mulheres em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O dado reforça a importância de investigar alterações nas mamas, como caroços, mudanças na pele ou no formato dos seios.

Durante a campanha Outubro Rosa, realizada neste mês, uma das principais dúvidas é o que fazer ao perceber esses sinais. A médica oncologista paliativista do Hospital Santa Júlia, Elza Gonçalves, orienta que o primeiro passo é procurar um mastologista ou ginecologista para avaliar a necessidade de exames.

“Ao perceber um caroço ou outra alteração na mama, o primeiro passo é procurar um mastologista ou uma ginecologista que faça a solicitação dos exames específicos para investigação. Às vezes, o tumor pode ser benigno, mas, de qualquer maneira, tem que se fazer a investigação com exames de imagem”, explicou.

Segundo a especialista, a mamografia é um dos principais exames para rastrear o câncer de mama. A ultrassonografia pode complementar a avaliação, enquanto a tomossíntese, conhecida como mamografia 3D, produz imagens em diferentes camadas da mama.

No Hospital Santa Júlia, as pacientes contam com serviços de diagnóstico por imagem, incluindo mamografia digital, tomossíntese e ultrassonografia das mamas, além de atendimento em mastologia. A indicação de cada exame deve considerar fatores como idade, características do tecido mamário, sintomas e histórico clínico.

Quando é necessária uma biópsia?

Quando os exames identificam uma alteração suspeita, o médico pode solicitar uma biópsia, procedimento que retira uma amostra do tecido para análise. Se o câncer for confirmado, a paciente é encaminhada para avaliação oncológica e definição do tratamento.

Segundo Elza Gonçalves, podem ser necessários exames complementares, como a imuno-histoquímica, que ajuda a identificar características do tumor e orientar a escolha do tratamento.

“Quando há uma biópsia positiva, o médico encaminha a paciente para o especialista oncológico. É necessário fazer exames específicos para verificar as características do tumor e, a partir daí, iniciar o tratamento”, afirmou.

A médica explica que, a depender do caso, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

Além de caroços, mudanças na pele, retração do mamilo e saída espontânea de secreção também devem ser avaliadas por um profissional, segundo ela. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas precisam de investigação.

O Hospital Santa Júlia também conta com atendimento em oncologia clínica, que integra o cuidado de pacientes com diagnóstico da doença.

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