Manaus (AM) – Depois de conquistar mais de 80 mil espectadores, “Sonho Encantado de Cordel, O Musical” está de volta para uma nova turnê nacional. A circulação, prevista para nove cidades, estreia nos dias 12 e 13 de setembro, no Teatro Amazonas, em Manaus, sábado, às 20h, e domingo, às 17h e às 20h. Boa Vista, Macapá, Belém, Rio Branco, São Luís, Maceió e Vitória também já estão confirmadas.
O espetáculo reúne 14 atores, cantores e multi-instrumentistas e propõe uma viagem musical para toda a família, apresentado pelo Ministério da Cultura e pela CAIXA Vida e Previdência, com apoio da CAIXA Seguridade. O público acompanha uma história sobre sonhos, imaginação e coragem, embalada por dez canções inéditas compostas especialmente para a montagem.
O musical é livremente inspirado no enredo “Uma Delirante Confusão Fabulística”, criado por Rosa Magalhães para o carnaval de 2005 da Imperatriz Leopoldinense, em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. No palco, clássicos como “A Pequena Sereia”, “A Rainha da Neve”, “O Soldadinho de Chumbo” e “O Rouxinol e o Imperador” encontram a força poética e popular da literatura de cordel.
A história
Rosa Cordelista é uma jovem determinada que, mesmo diante da desaprovação da mãe, sonha em se tornar uma grande autora de cordel. Guiada pela imaginação, ela é transportada para um reino encantado e encontra Hans Christian Andersen. Juntos, os dois atravessam uma aventura povoada por personagens míticos dos contos de fadas. Nesse universo, reis vaidosos, imperadores sábios e a poderosa Rainha da Neve disputam o título de Maior Monarca de Todos os Tempos. Entre desafios, músicas e danças, Rosa descobre que os sonhos e a criatividade são forças capazes de transformar o mundo e a própria vida.
Uma criação brasileira para histórias universais
Com texto e direção de Thereza Falcão, “Sonho Encantado de Cordel – O Musical” combina referências da cultura nordestina à atmosfera fantástica dos contos de Andersen. A encenação ganha dimensão visual com mais de dez cenários e 50 figurinos concebidos por Rosa Magalhães e realizados sob a condução de Mauro Leite, seu parceiro de criação.
As projeções e os vídeos são dirigidos pelo artista visual Batman Zavareze. As coreografias têm assinatura de Renato Vieira, e a direção musical é de Marcelo Alonso Neves. A trilha reúne dez composições inéditas de Paulinho Moska, Chico César e Zeca Baleiro, aproximando ritmos brasileiros da magia das histórias que atravessam gerações.
Homenagem a Rosa Magalhães
O espetáculo é o último trabalho de Rosa Magalhães e tornou-se também uma homenagem póstuma à artista, falecida em 25 de julho de 2024, aos 77 anos. Envolvida no projeto desde o início, ela deixou prontos os desenhos dos figurinos e os principais conceitos visuais da montagem.
Com mais de cinco décadas de carreira, Rosa Magalhães foi artista plástica, figurinista, cenógrafa e carnavalesca. Além dos títulos conquistados no Sambódromo, participou de grandes eventos, como a abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 – trabalho premiado com um Emmy em 2008 – e o encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016.









