A imagem de Ardi Rizal fumando de fraldas chocou o mundo em 2010. Porém, o que aconteceu depois da viralização do vídeo tornou a história ainda mais surpreendente. Com cerca de um ano e meio, o menino indonésio chegou a consumir até 40 cigarros por dia. Anos depois, conseguiu abandonar o tabaco, mas precisou enfrentar uma segunda batalha: a compulsão alimentar.
Menino fumante virou pauta no ‘Domingo Espetacular’
Ardi vivia na aldeia de Teluk Kemang, no sul de Sumatra, onde sua mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes. Segundo relato publicado pelo The Sydney Morning Herald em 2017, o primeiro cigarro teria sido dado pelo próprio pai.
Tirar o cigarro gerou outro problema
A dependência chegou a um nível tão grave que a família não conseguia simplesmente retirar os cigarros. Quando ficava sem fumar, Ardi tinha crises de raiva e chegava a bater a cabeça.
Diante da dificuldade, os pais buscaram ajuda profissional. Cerca de três anos após o caso ganhar repercussão, o menino iniciou um processo de reabilitação acompanhado pelo psicólogo infantil Seto Mulyadi.
A retirada do cigarro, entretanto, trouxe outro desafio. A ansiedade provocada pela abstinência passou a ser compensada pela comida, e Ardi desenvolveu uma relação compulsiva com a alimentação.
Comida ocupou o espaço deixado pelo cigarro
Aos cinco anos, Ardi pesava 24 quilos, cerca de seis quilos acima da média indicada para sua idade e altura. O volume de comida consumido pelo menino impressionava.
Em uma única refeição, ele podia comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado. O comportamento persistiu durante parte da infância.
A mudança começou depois que Ardi entrou na escola. As provocações dos colegas por causa da quantidade de comida levada na lancheira fizeram com que ele reduzisse as porções.
Assim, a batalha contra a dependência ganhou uma nova etapa. Depois de vencer o cigarro, o menino precisou aprender a controlar a compulsão alimentar.
Mais de uma década depois, outra imagem surpreendeu
Em 2022, aos 14 anos, Ardi já aparecia em outra realidade. O adolescente frequentava a escola e seguia uma dieta baseada principalmente em peixes e verduras, com o objetivo de alcançar um peso considerado adequado.
Além disso, passou a falar publicamente sobre sua experiência. Em entrevistas, Ardi alerta sobre a dificuldade de abandonar uma dependência e defende hábitos mais saudáveis.
A história que começou com um vídeo de um bebê fumando acabou, portanto, ganhando outro significado. Ardi passou de símbolo de um caso extremo de dependência infantil a exemplo de alguém que conseguiu superar o vício e reconstruir a própria rotina.
Caso que chocou o mundo
A repercussão também provocou a intervenção do Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil da Indonésia. Na época, a mãe foi duramente criticada por supostamente permitir o consumo de cigarros.
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O caso de Ardi ainda integra um cenário mundial preocupante. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo provoca mais de 8 milhões de mortes por ano, incluindo cerca de 1,2 milhão de pessoas expostas à fumaça de terceiros.
Fonte: O Fuxico










