Manaus (AM) – Sob forte expectativa de familiares, as equipes de resgate retomaram, nas primeiras horas da manhã deste sábado (14/2), as buscas pelos sete passageiros desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV. A operação, que ocorre na complexa região do Encontro das Águas, havia sido interrompida durante a noite de sexta-feira devido à falta de visibilidade e aos riscos das correntes fluviais.
A estrutura de busca reúne mergulhadores do Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil e equipes de assistência social, que prestam suporte técnico e psicológico às famílias que aguardam por notícias na margem do rio.
A tragédia ocorreu na tarde de sexta-feira (13/2), enquanto a embarcação fazia a rota Manaus–Nova Olinda do Norte. Testemunhas e sobreviventes relataram que o acidente foi provocado por uma combinação de ventos fortes e “banzeiros” (ondas) que desestabilizaram a lancha, fazendo-a virar rapidamente.
Vídeos gravados por passageiros de outras embarcações registraram o momento de pânico:
Resgate Heroico: Barcos que passavam pelo local foram fundamentais para salvar a vida de 72 pessoas, que foram retiradas das águas sem ferimentos graves.
Vítimas Fatais: Infelizmente, o balanço inicial confirmou duas mortes — uma mulher e um menino de apenas 7 anos de idade.
Comandante sob Investigação
Enquanto as buscas avançam na água, o caso ganha contornos jurídicos em terra. O comandante da lancha, Pedro José da Silva Gomes, 42, permanece detido. Após ser ouvido no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ele foi transferido para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
As autoridades investigam se houve negligência, imprudência em relação às condições climáticas ou se a lancha operava com excesso de carga. O depoimento de Pedro José será confrontado com a perícia técnica da Capitania dos Portos.
Logística das Buscas
A região do Encontro das Águas é conhecida pela densidade diferente dos rios Negro e Solimões, o que cria redemoinhos e correntes que podem ter deslocado os corpos para áreas mais distantes ou profundas. A prioridade das equipes hoje é realizar varreduras em um raio expandido de 5 quilômetros a partir do ponto do naufrágio.











