Manaus (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informou à Justiça que o documento apresentado pela Amazon Best para justificar o aumento no valor dos ingressos do Festival Folclórico de Parintins foi assinado somente depois do ajuizamento da ação movida pelo próprio órgão. A manifestação foi protocolada pela 81ª Promotoria de Justiça de Manaus, responsável pela investigação.
Segundo o MPAM, o “Termo Conjunto de Definição e Aprovação de Política de Preços da Bilheteria” — usado pela Amazon Best para alegar que os reajustes contaram com o aval das Associações Folclóricas Caprichoso e Garantido — possui assinaturas digitais datadas de 05/11/2025, um dia após o pedido liminar do Ministério Público, apresentado em 04/11/2025.
Diante disso, o MPAM pediu o aditamento da ação para incluir o Boi-Bumbá Caprichoso e o Boi-Bumbá Garantido como corresponsáveis no processo, já que as duas associações aparecem no documento como participantes da definição da política de preços.
O órgão também ressaltou que a Amazon Best descumpriu integralmente a liminar concedida pela Justiça. A decisão determinava a apresentação de justificativas detalhadas, critérios econômicos, planilhas, laudos e comparativos que embasassem o reajuste. Entretanto, conforme a Promotoria, a empresa apenas suspendeu temporariamente as vendas — medida considerada “mera parcela” do que havia sido ordenado.
Para aprofundar a análise dos valores, o MPAM solicitou a nomeação de peritos contábeis e econômicos, que deverão examinar as planilhas anexadas ao processo e verificar possíveis abusos, inconsistências ou manobras nos preços definidos.
O Ministério Público reiterou que o objetivo da atuação é garantir transparência, coibir práticas abusivas e assegurar a proteção dos consumidores.










