Muriel Quixaba mantém reinado na Tatuapé e promete brilhar

Muriel Quixaba

Muriel Quixaba já tem destino certo no Carnaval 2026: ela vai desfilar à frente da bateria da Acadêmicos do Tatuapé, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Desde 2023 na escola, a rainha aposta em disciplina, autocuidado e conexão com a comunidade para viver mais uma temporada intensa no samba.

Além disso, o Tatuapé chega ao próximo desfile com um enredo de forte impacto social. A escola levará para a avenida o tema da reforma agrária, com o título “Plantar para Colher e Alimentar, Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra!”. Assim, Muriel se prepara para um Carnaval que mistura beleza, mensagem e emoção.

Aos 41 anos, ela carrega uma trajetória marcada por persistência. Profissional da área de estética e estudante do segundo período de Biomedicina, Muriel vê os procedimentos estéticos como aliados da autoestima, enquanto mantém hábitos saudáveis para encarar o ritmo exigente da folia.

Uma paixão que nasceu ainda na infância

O Carnaval entrou cedo na vida de Muriel. Desde pequena, ela se encantava com o brilho das fantasias e com o universo das escolas de samba. As primeiras lembranças vêm de casa, em momentos simples, mas cheios de significado.

“Primeiro desfile: Lembro como se fosse ontem. Eu tinha 4 anos, e minha mãe fazia minhas fantasias de papel crepom e vidrilhos. Na época, era um luxo, magnífico. Em 2017, fui rainha de bateria pela primeira vez. Eu estava nervosa e, ao mesmo tempo, encantada, pisando no solo sagrado do samba. Foi ali que tive certeza de que o Carnaval faria parte da minha vida para sempre.”

A estreia como rainha aconteceu em 2017, na Colorado do Brás. Desde então, ela seguiu firme, acumulando experiência e presença marcante na avenida.

Respeito, fé e postura longe de rivalidades

Apesar do destaque, Muriel prefere trilhar um caminho distante de disputas. Ela reconhece que o Carnaval pode gerar comparações, porém escolhe outra postura, baseada em apoio e celebração feminina.

“Eu acredito que há espaço para todas nós. Prefiro incentivar, apoiar e celebrar outras mulheres. Rivalidade só existe quando alimentamos. Eu escolho a admiração e o respeito”, pontua.

Na Acadêmicos do Tatuapé, ela diz viver uma relação construída com afeto e troca, reforçada também por momentos de espiritualidade fora da avenida.

“Minha relação com a escola Acadêmicos do Tatuapé é de muito respeito, carinho e troca. É uma escola que me acolheu de coração aberto. A peregrinação até Aparecida foi um momento muito especial, de fé, união e agradecimento. Ali, a gente se conecta de uma forma diferente — não só como escola, mas como família.”

Fonte: O Fuxico

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