Manaus (AM) – A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que a interrupção no serviço de transporte complementar (os chamados “amarelinhos”) registrada na manhã desta quinta-feira (2/7), na avenida Autaz Mirim, zona Leste, tratou-se de uma ação isolada. Segundo a administração municipal, o ato foi provocado por uma única cooperativa, sem a adesão da maioria dos permissionários, e motivado por interesses políticos.
O Poder Executivo estadual ressaltou que mantém um diálogo permanente com a categoria e que as negociações para a implementação de um subsídio financeiro avançaram significativamente. Ficou acordado que os critérios de repasse e o valor do benefício seriam estabelecidos ainda nesta semana, com base em um estudo técnico detalhado elaborado pelo próprio IMMU.
Para receber o subsídio, no entanto, as cooperativas precisam cumprir exigências técnicas e administrativas estipuladas pelo município. Entre as contrapartidas obrigatórias estão adequação rigorosa das rotas e cumprimento dos quadros de horários; capacitação compulsória dos operadores por meio da Escola Pública de Transporte Inclusivo; e compromisso formal com a renovação gradativa da frota de veículos.
Regulamentação e gratuidades
A prefeitura também destacou o encerramento do processo de licitação e regulamentação do sistema complementar, um gargalo que se arrastava há mais de dez anos. O avanço garante segurança jurídica e organização para a operação do serviço na capital.
Em relação ao subsídio específico para as gratuidades estudantis, o IMMU informou que a pauta segue em análise técnica. A documentação necessária para o cálculo do repasse foi entregue pelas cooperativas apenas na quarta-feira (1º/7).
Em nota, a administração municipal lamentou os transtornos causados aos passageiros na manhã de hoje, reiterou que não admitirá atos de coação e informou que segue monitorando o sistema para garantir a total continuidade e a regularidade do serviço de transporte na cidade.










