Novo filme de Tom Cruise tem início muito difícil nas bilheterias

Tom Cruise envelhece no filme Digger

O novo filme de Tom Cruise, “Digger”, teve uma estreia abaixo das expectativas. O longa começou sua trajetória nas bilheterias com números menores do que o projetado.

Segundo as primeiras estimativas da indústria, a comédia satírica arrecadou US$ 8 milhões (R$ 40 milhões) no primeiro fim de semana. O filme estreou em 3.321 salas na América do Norte.

De acordo com a revista CinePremiere, analistas de estúdios concorrentes sugerem que a arrecadação final pode cair para US$ 7,5 milhões assim que a Warner Bros. divulgar os dados oficiais.

Essa estreia é especialmente preocupante para a distribuidora, visto que a produção do filme contou com um orçamento de quase US$ 180 milhões!

Inicialmente, a Warner Bros. estimava uma abertura entre US$ 18 e 20 milhões. No entanto, especialistas ressaltam que uma produção com esse nível de investimento exigiria um valor próximo a US$ 40 milhões no primeiro fim de semana para garantir sua viabilidade comercial.

Previsão de prejuízos e impacto internacional

As projeções financeiras indicam que “Digger” pode gerar prejuízos entre US$ 150 e 200 milhões apenas com sua exibição nos cinemas. A esse custo de produção somam-se outros US$ 100 milhões que a Warner Bros. destinou à campanha global de promoção.

Fontes do setor estimam que o longa-metragem precise ultrapassar US$ 350 milhões na bilheteria global para atingir o ponto de equilíbrio.

No cenário internacional, os resultados também não foram favoráveis: o filme arrecadou US$ 12 milhões em 73 mercados.

O que a crítica especializada diz?

O filme, dirigido pelo cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, traz Tom Cruise no papel de um poderoso e excêntrico magnata do petróleo que tenta lidar com um desastre ecológico de grandes proporções. A recepção da crítica foi polarizada e, em sua maioria, morna, acumulando cerca de 52% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.

Sátira confusa e falta de humor, segundo vários analistas, incluindo os da revista “Variety”, que apontaram que o filme tenta construir uma sátira ambiental ao estilo de “Dr. Fantástico”, mas que “carece da sutileza e da graça necessárias”, tornando-se, por vezes, denso ou “pouco divertido”.

Já a atuação de Cruise gerou opiniões divergentes. Enquanto alguns elogiam sua entrega absoluta ao interpretar um magnata texano exagerado e volátil, outros argumentam que o personagem beira a caricatura sem conseguir criar uma conexão emocional com o público.

Por fim, os críticos concordam em destacar a qualidade técnica impressionante, a fotografia e o trabalho do elenco de apoio.

No entanto, grande parte da imprensa especializada considera que a direção de Iñárritu se perde em um excesso de reviravoltas que acabam confundindo o espectador.

Fonte: O Fuxico

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