Manaus (AM) – Enquanto os blocos de rua e o Sambódromo concentram as atenções do feriado, o cenário no quilômetro 24,60 da BR-319 é de trabalho pesado e máquinas em operação. A reconstrução da ponte sobre o Rio Autaz Mirim, aguardada desde o desabamento em 2022, segue em ritmo acelerado, com operários mantendo o canteiro ativo 24 horas para garantir o cumprimento do cronograma.
A nova estrutura foi projetada para ser um marco de modernidade e resistência na rodovia que é o principal elo terrestre entre o Amazonas e o restante do país. Com 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura, a ponte contará com tecnologia de fundações profundas para evitar novos incidentes e suportar o tráfego pesado característico da região.
O estágio atual da obra envolve frentes de trabalho complexas que não permitem interrupções. As equipes atuam no lançamento de vigas e na preparação da laje do tabuleiro (a pista de rolagem). Os serviços de drenagem e construção das cabeceiras já estão em andamento para preparar a base do asfalto. A nova ponte segue padrões técnicos rigorosos, oferecendo maior estabilidade em comparação com a estrutura antiga.
Compromisso com o Prazo
A meta é que o tráfego seja plenamente restabelecido até o final de março. A continuidade dos trabalhos durante o período festivo é vista como estratégica para aproveitar a janela de clima favorável e evitar atrasos na logística estadual.
O senador Eduardo Braga, que tem articulado junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) o fluxo de recursos e o cumprimento das etapas, destacou a importância da persistência operacional.
“Não existe feriado quando se trata de garantir infraestrutura para o Amazonas. O trabalho continua e a ponte será entregue. A BR-319 precisa de responsabilidade e continuidade”, afirmou o senador ao acompanhar o progresso das vigas.
Logística Estratégica
A conclusão da ponte sobre o Autaz Mirim é considerada vital para o escoamento de produtos e o abastecimento de municípios como Careiro Castanho, Careiro da Várzea e Manaquiri. Atualmente, a travessia é feita de forma adaptada, o que gera lentidão e custos adicionais para os transportadores. Com a entrega prevista para as próximas semanas, a expectativa é de uma redução imediata no tempo de viagem e no valor do frete para a região.











