Onze amazonenses morrem em megaoperação no Rio; Comando Vermelho divulga nota de pesar

Facção criminosa do Amazonas lamentou mortes de integrantes durante a Operação Contenção, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, com 121 mortos.

Manaus – Onze homens apontados como integrantes do Comando Vermelho do Amazonas (CV-AM) estão entre os 121 mortos da Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro na última terça-feira (28/10). A ação, considerada a mais letal da história fluminense, envolveu 2,5 mil agentes de forças estaduais e federais, resultando ainda em 81 prisões e na apreensão de cem fuzis.

Os amazonenses mortos foram identificados pelos apelidos de “Cabeça”, “Gringo”, “Soldado”, “Alê”, “Macaco”, “Dimas”, “Lukinhas”, “Ademar”, “Neném”, “Jamantinha” e “Da Bahia”. Todos eram considerados membros ativos do CV-AM, e atuavam no eixo Rio–Amazonas, segundo informações preliminares das forças de segurança.

Poucas horas após a confirmação das mortes, o Comando Vermelho do Amazonas divulgou uma nota de pesar nas redes sociais e em grupos de comunicação ligados à facção. No texto, o grupo afirma receber a notícia “com imenso pesar, dor e profundo respeito”, e chama os mortos de “irmãos guerreiros” que “demonstraram coragem, lealdade e compromisso até o último instante”.

A mensagem, assinada pelo “CV-RL-AM”, termina com uma exaltação aos integrantes mortos:

“Partiram, mas deixaram um legado de força, união e resistência que jamais será esquecido. Que Deus os receba e conceda descanso eterno.”

A divulgação da nota acendeu o alerta das forças de segurança no Amazonas, que monitoram possíveis manifestações criminosas em homenagem aos mortos. Na quarta-feira (29), policiais interceptaram foguetes que seriam lançados em bairros da zona Oeste de Manaus, o que acabou desencadeando um confronto armado.

A Operação Contenção, coordenada pelo governo do Rio, teve como foco a ocupação de comunidades dominadas por facções do tráfico. Segundo as autoridades, o objetivo era retomar o controle territorial e reprimir o crime organizado interestadual, incluindo faccionados oriundos da Região Norte.

As autoridades amazonenses seguem em estado de alerta diante do possível reflexo das mortes no Rio de Janeiro sobre a segurança pública local.

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