Manaus (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), protocolou, nesta quinta-feira (14/05), um pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares em favor de Anabela Cardoso Freitas. O requerimento foi apresentado à Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus e também beneficia outros dois investigados: Alcir Queiroga Teixeira Júnior e Sander Galdencio Candido de Brito. Os três são investigados na Operação Erga Omnes.
A manifestação do órgão ministerial fundamenta-se na ausência de elementos sólidos o bastante para sustentar uma denúncia formal contra o trio nesta etapa do processo, embora os três tenham sido indiciados inicialmente pela autoridade policial. Com a exclusão deles da lista dos 16 denunciados nesta fase, o Gaeco considerou que a manutenção da prisão preventiva perdeu o respaldo jurídico imediato.
Liberdade sob Condições Rígidas
Para assegurar que a continuidade das apurações não seja prejudicada, o Ministério Público sugeriu ao Poder Judiciário que a concessão da liberdade seja condicionada ao cumprimento de regras rígidas de monitoramento. As medidas cautelares propõe uso obrigatório de tornozeleira; proibição de comunicação, por qualquer meio, com os demais investigados no processo; proibição de deixar a Comarca de Manaus sem autorização judicial prévia; e comparecimento periódico obrigatório para informar atividades e manter o endereço atualizado.
Cruzamento de Dados de 2025
Apesar do pedido de soltura, os três alvos continuam sob a mira das autoridades. O Gaeco requereu à Justiça o compartilhamento de dados obtidos em investigações realizadas ainda em 2025.
O objetivo dos promotores é cruzar laudos periciais e informações extraídas de dispositivos móveis apreendidos anteriormente para robustecer o contexto probatório. Essa análise técnica vai determinar se Anabela, Alcir e Sander possuem envolvimento direto com a estrutura do crime organizado que foi alvo da Operação Erga Omnes.
O pedido do Gaeco aguarda a análise e a decisão final do magistrado responsável pela Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus, que determinará a expedição dos alvarás de soltura e a instalação dos equipamentos de monitoramento.










