Países europeus anunciam envio de tropas à Groenlândia após ameaças de anexação feitas por Trump

Alemanha, Suécia e Noruega reforçam presença militar na ilha em meio a tensões com os Estados Unidos
Foto: Guglielmo Mangiapane/REUTERS

Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram nesta quarta-feira (14) o envio de soldados à Groenlândia, em meio ao aumento das tensões diplomáticas após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexação do território. As tropas devem começar a chegar à ilha já nesta quinta-feira (15).

Apesar de possuir autonomia política, a Groenlândia permanece sob a custódia da Dinamarca, que confirmou ter solicitado apoio de países aliados. Segundo um porta-voz do governo alemão, militares especializados em reconhecimento serão deslocados para a região. O Ministério da Defesa da Alemanha informou que a missão tem como objetivo avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança local, a pedido do governo dinamarquês.

Mais cedo, a Dinamarca declarou que ampliou sua presença militar na Groenlândia e em áreas próximas, em “estreita colaboração” com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Nas últimas semanas, Donald Trump tem reiterado que a Groenlândia é estratégica para a segurança dos Estados Unidos, afirmando que o país precisa controlar o território para evitar uma eventual ocupação por Rússia ou China. O presidente norte-americano chegou a declarar que “todas as opções estão sobre a mesa”, sem descartar uma ação militar, posição reforçada por integrantes da Casa Branca.

Ainda nesta quarta-feira, autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, para discutir a situação. Após o encontro, um alto representante dinamarquês afirmou que persiste um “desacordo fundamental” com o governo Trump sobre o futuro da Groenlândia, embora tenha sido decidido criar um grupo de trabalho para tratar das preocupações de segurança levantadas pelos Estados Unidos.

A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, declarou que o território busca fortalecer a cooperação com os EUA, mas ressaltou que não deseja ficar sob controle de Washington.

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