Japurá (AM) – Um pastor foi condenado pela Justiça do Amazonas a 81 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão em regime inicial fechado por crimes sexuais cometidos contra cinco vítimas, entre crianças e adolescentes. A sentença foi proferida pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da Vara Única da Comarca de Japurá (a 780 quilômetros de Manaus).
Segundo o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), os abusos ocorreram entre 2013 e 2024. O líder religioso utilizava a sua posição de confiança e autoridade espiritual sobre as famílias para isolar as vítimas, praticar os atos libidinosos e intimidá-las para que os crimes não fossem revelados.
Relatos e modus operandi
Consta na denúncia que o réu se aproximava dos fiéis para obter custódia ou acesso facilitado aos jovens. Em um dos casos registrados, ocorrido em 2013, o pastor pediu autorização aos pais de uma das vítimas para levá-la a uma atividade comunitária com sua família. No local, aproveitava os momentos sem energia elétrica para invadir o quarto e cometer os abusos. Em outro episódio, uma criança de 12 anos foi aliciada continuadamente ao longo de quatro meses.
Na decisão, o magistrado reconheceu a prática do crime de estupro de vulnerável contra quatro vítimas e de importunação sexual contra uma quinta. Uma mulher denunciada por suposta conivência foi absolvida por falta de provas.
O juiz manteve a prisão preventiva do condenado, determinando o cumprimento imediato da pena e negando o direito de recorrer em liberdade. Cabe recurso da decisão em segunda instância.












