Manaus (AM) – Os policiais militares Belmiro Wellington Costa Xavier e Hudson Marcelo Vilela de Campos entregaram-se à Polícia Civil na noite de terça-feira (21/4). A apresentação ocorreu na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona Leste, após a Justiça do Amazonas decretar a prisão preventiva de ambos pela morte do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos.
O caso, ocorrido na madrugada do último domingo (19) no bairro Alvorada, sofreu uma reviravolta após a perícia e imagens de segurança desmentirem a versão dos agentes. Inicialmente, os militares relataram que a vítima teria morrido em decorrência de uma queda de motocicleta durante uma perseguição.
Entretanto, o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, foi enfático ao declarar que os policiais faltaram com a verdade. “Eles mentiram em seus depoimentos iniciais”, afirmou a autoridade policial. A investigação confirmou que Carlos André foi atingido por um disparo de arma de fogo no peito e que a arma utilizada pelo sargento não era o armamento oficial da corporação.
Imagens de câmeras de monitoramento, que circularam amplamente nas redes sociais, foram cruciais para o pedido de prisão. Os vídeos mostram o jovem sendo cercado e, mesmo após cair da moto e tentar se levantar, ele é agredido fisicamente pelos policiais antes de ser alvejado à queima-roupa.
Silêncio dos Acusados
Na chegada à unidade policial para o novo interrogatório, agora na condição de presos, os dois militares foram cercados por jornalistas, mas mantiveram o silêncio. A defesa técnica dos agentes também não se manifestou publicamente até o fechamento desta edição.
Os policiais devem ser encaminhados ao Comando de Policiamento Especializado (CPE), onde permanecerão à disposição da Justiça. A DEHS segue com as diligências para concluir o inquérito e apurar se houve tentativa de fraude processual para mascarar a execução.











