Polícia aponta possível adulteração de vídeo em investigação sobre morte de Benício Xavier

Foto: Reprodução

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas revelou novos desdobramentos nas investigações sobre a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida após atendimento em um hospital particular de Manaus.

De acordo com a polícia, um vídeo apresentado pela defesa da médica responsável pelo atendimento pode ter sido adulterado com o objetivo de atribuir a responsabilidade do caso a uma suposta falha no sistema da unidade hospitalar.

Conforme apontou a perícia técnica, não foi identificado qualquer erro no sistema do hospital. Os exames realizados indicaram indícios de manipulação no material audiovisual, que foi localizado no celular da médica durante o andamento das investigações.

Além disso, a irmã da profissional, identificada como estudante de medicina, passou a ser investigada por possível participação na produção ou articulação do conteúdo. Ela chegou a ser ouvida pelos investigadores, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.

As apurações indicam que o vídeo teria sido produzido para sustentar a versão de que a aplicação incorreta de Adrenalina ocorreu devido a uma falha técnica no sistema. No entanto, a linha investigativa aponta para um possível erro humano relacionado à prescrição e à administração da medicação.

O caso ganhou grande repercussão após a morte da criança, que, segundo as investigações, teria recebido uma dosagem inadequada de adrenalina diretamente na veia — procedimento considerado incompatível com o quadro clínico apresentado. Após a aplicação do medicamento, o estado de saúde do menino se agravou rapidamente, evoluindo para óbito.

A possível adulteração de provas em investigações criminais é considerada grave e pode configurar fraude processual, crime caracterizado pela tentativa de alterar ou manipular elementos com o objetivo de enganar a Justiça.

Segundo a Polícia Civil, novos crimes podem ser incluídos no inquérito, entre eles fraude processual, além das responsabilidades já investigadas em relação à morte da criança. O caso segue em apuração e deve avançar após a emissão do laudo final do Instituto Médico Legal (IML).

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