Manaus (AM) – Uma história que expõe o papel invertido de quem deveria proteger a sociedade. Após cerca de 10 dias foragida, a policial civil Viviane Monteiro de Almeida, 44 anos, conhecida como “Vivi Extorsão” se apresentou neste domingo (31) às autoridades policiais. Contra ela havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, sob suspeita de envolvimento em crimes de roubo e extorsão em Manaus.
A investigadora compareceu ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP) pela manhã, onde prestou depoimento e foi encaminhada ao 19º DIP. No início da tarde, passou por audiência de custódia no Fórum Ministro Enoch Reis, no Centro da capital.
Crime que abalou a confiança
O caso ganhou repercussão após Viviane ser apontada como uma das responsáveis pelo roubo a uma residência no dia 19 de agosto. De acordo com o boletim de ocorrência, ela teria utilizado um mandado falso para invadir o imóvel, de onde foram levados dinheiro, joias e outros pertences de valor.
Durante a investigação, o veículo da policial foi apreendido no bairro São Raimundo. Dentro dele, agentes encontraram coletes, balaclavas e um pé de cabra, objetos que reforçam a gravidade da denúncia contra alguém que, pela função, deveria estar combatendo – e não praticando – esse tipo de crime.
Posição da instituição
Em nota oficial, a Polícia Civil do Amazonas afirmou que não compactua com desvios de conduta e garantiu que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
O episódio levanta questionamentos sobre a quebra de confiança entre a sociedade e os agentes públicos, já que, neste caso, a investigadora é acusada justamente de se valer do cargo para cometer crimes, transformando a protetora em algoz.











