Professor de jiu-jítsu é preso em academia de Manaus suspeito de estuprar aluna de 14 anos

Prisão preventiva realizada pela Depca ocorreu no bairro Nova Esperança; investigado aproveitou ausência dos pais da adolescente para cometer o abuso na residência da vítima.

Manaus – Policiais civis da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) prenderam preventivamente, na segunda-feira (20/7), um professor de jiu-jítsu de 33 anos suspeito do crime de estupro de vulnerável contra uma aluna de 14 anos. O mandado judicial foi cumprido dentro do próprio centro de treinamento mantido pelo investigado, localizado no bairro Nova Esperança, zona Oeste de Manaus.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), as investigações tiveram início após os responsáveis legais pela jovem procurarem a sede da especializada para registrar o boletim de ocorrência. O homem mantinha proximidade e usufruía da confiança dos familiares devido ao vínculo como instrutor de artes marciais da adolescente.

Abuso e Abuso de Confiança
Segundo o inquérito policial, o crime foi praticado no final de 2025. O investigado deslocou-se até a residência da família sob a justificativa de contratar serviços de tatuagem oferecidos pelo pai da jovem. Ao chegar ao local e verificar que a adolescente estava sozinha no imóvel, o suspeito aproveitou a ausência dos responsáveis para cometer o abuso sexual.

A partir dos elementos de prova reunidos pela equipe de investigação, a Justiça do Amazonas acolheu a representação da autoridade policial e expediu o mandado de prisão preventiva. A ação no estabelecimento comercial do suspeito foi coordenada para evitar qualquer tentativa de fuga ou reação.

Desdobramentos e Investigação Contínua
Apesar de não haver registros formais de denúncias de outras alunas ou vítimas na delegacia até o momento, a Depca manterá as apurações abertas para checar se a posição de autoridade do instrutor foi utilizada em outros casos na capital.

O homem foi conduzido à unidade policial e responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Ele passará por audiência de custódia e permanecerá custodiado em unidade prisional, à disposição do Poder Judiciário.

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