Maraã (AM) – Um professor de ensino religioso, de 44 anos, foi afastado de suas funções e teve a prisão preventiva decretada na terça-feira (8), após denúncias de estupro de vulnerável, assédio sexual e importunação sexual de alunas entre 13 e 15 anos, em uma escola pública no município de Maraã, interior do Amazonas.
A ação foi conduzida pela 60ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), com base em relatos feitos pelas próprias estudantes ao Conselho Tutelar, que repassou as informações às autoridades competentes. O caso está sendo tratado com total responsabilidade, respeitando os protocolos legais de escuta especializada e proteção às adolescentes.
De acordo com o delegado Rodrigo Beraldo, a jovem de 13 anos relatou que o educador teria se aproximado dela em situações isoladas durante as aulas.
“A vítima de 13 anos, que sofreu estupro de vulnerável, contou, em escuta especializada, que, em várias ocasiões durante o ano letivo, o professor ia até a carteira dela e passava as mãos em seu corpo, sempre que ela estava sozinha e no momento em que os outros alunos saíam para o intervalo”, disse o delegado.
As outras três alunas também descreveram atitudes verbais consideradas invasivas, como perguntas pessoais e elogios que causavam desconforto.
Em uma das situações descritas, o professor teria feito anotações impróprias no caderno de uma das alunas durante a correção de uma atividade.
Ação preventiva e processo disciplinar
Diante dos indícios apresentados e da formalização das denúncias, a Polícia solicitou à Justiça o mandado de prisão preventiva, que foi cumprido na residência do investigado, no bairro Odorico Bezerra.
Em nota, a Secretaria de Educação e Desporto Escolar informou que, assim que teve conhecimento da situação, aplicou o afastamento cautelar do profissional, instaurando um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O caso também foi encaminhado à Comissão de Ética do Magistério (CRDM), conforme prevê o regime disciplinar da categoria.
Acompanhamento legal e institucional
O investigado permanecerá à disposição da Justiça e será submetido à audiência de custódia. As autoridades seguem apurando o caso com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e demais legislações aplicáveis, garantindo o sigilo e a proteção integral das vítimas.











