Professora é condenada a mais de 16 anos de prisão por estupro no interior do Amazonas

O caso foi denunciado no final de maio de 2024. A investigação apontou que a aproximação começou no ambiente escolar e que o primeiro ato libidinoso teria ocorrido dentro de uma sala de aula,
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Manaus (AM) – O juiz de Direito 1.ª Vara da Comarca de Itacoatiara, André Luiz Muquy, condenou uma professora a 16 anos, 2 meses e 29 dias de reclusão em regime inicial fechado por estupro. A sentença foi proferida no último dia 8 de outubro.

De acordo com a denúncia, os abusos contra a vítima ocorreram entre março de 2023 e maio de 2024. A ré, conforme os autos, atuava como professora em uma escola onde exercia autoridade pedagógica sobre a vítima, um aluno que sofreu abuso dos 11 aos 12 anos de idade, de acordo com os fatos narrados na denúncia.

A investigação apontou que a aproximação começou no ambiente escolar e que o primeiro ato libidinoso teria ocorrido dentro de uma sala de aula, após a professora dispensar os demais alunos. Posteriormente, os encontros passaram a ocorrer na residência da ré. Nas investigações foram constatados atos libidinosos diversos e conjunção carnal repetidos em ao menos quatro ocasiões subsequentes.

O caso foi denunciado no final de maio de 2024, após a mãe do menino notar uma forte alteração comportamental no filho, marcada por isolamento, tristeza e queda no rendimento escolar. O Conselho Tutelar do município e a rede de proteção à infância foram acionados para o acolhimento da família.

Na sentença, o magistrado destacou a especial relevância da palavra da vítima em crimes contra a dignidade sexual, que geralmente ocorrem na clandestinidade. Os depoimentos foram confirmados por relatos de testemunhas e por registros digitais. Da sentença, cabe recurso.

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