Professores de Manaus protestam contra reforma da previdência

Manaus (AM) – Professores da rede municipal de ensino de Manaus paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (24/9), em protesto contra um projeto de lei da prefeitura que altera as regras da previdência social. A manifestação, organizada pelo Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) em frente à Câmara Municipal, suspendeu as aulas em várias escolas e teve como objetivo pressionar os vereadores contra a proposta.

Manaus (AM) – Professores da rede municipal de ensino de Manaus paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (24/9), em protesto contra um projeto de lei da prefeitura que altera as regras da previdência social. A manifestação, organizada pelo Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) em frente à Câmara Municipal, suspendeu as aulas em várias escolas e teve como objetivo pressionar os vereadores contra a proposta.

PL da Insatisfação
O projeto de reforma da previdência, de autoria da Manaus Previdência (Manausprev), busca, segundo o órgão, equilibrar as contas do regime próprio de previdência. No entanto, a proposta impõe mudanças significativas, como: idade mínima sobe para 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres); tempo de contribuição mínimo de 25 anos para ambos os sexos e professores homens precisarão de 30 anos de atividade, e mulheres, de 25.

Segundo os professores, a proposta impõe condições que podem levar os profissionais a “morrer trabalhando” antes de cumprir os requisitos. Eles criticam o fato de a prefeitura não ter apresentado provas concretas que justifiquem as mudanças.

Com cartazes e faixas, a categoria protestou com o lema: “Aposentadoria não é favor, é direito do professor”. O vereador José Ricardo Wendling (PT), que esteve no ato, cobrou a retirada imediata do projeto. Os sindicatos convocaram uma assembleia para a noite de hoje para deliberar sobre a radicalização do movimento e a aprovação de uma greve caso o projeto avance sem diálogo.

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