Manaus (AM) – O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT/AM) oficializou, nesta quinta-feira (30/4), sua posição de não reconhecimento das candidaturas de filiados ao processo de escolha do chamado “governo tampão”. Por meio da Resolução nº 001/2026, a sigla declarou que as postulações registradas não possuem legitimidade institucional ou política perante a legenda.
O documento, assinado pelo presidente estadual do PT, deputado Sinésio Campos, foi encaminhado formalmente ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso. O objetivo é assegurar que o Poder Legislativo tenha ciência de que o partido não homologou qualquer nome para a disputa indireta.
De acordo com a Executiva Estadual, as candidaturas de Daniel Fabiano Soares de Araújo e Dayane de Jesus Dias foram lançadas sem que houvesse deliberação ou autorização interna. O PT/AM reforça que, conforme o estatuto do partido, toda e qualquer candidatura deve obrigatoriamente passar por instâncias de discussão e aprovação colegiada, trâmite que foi ignorado pelos referidos filiados.
“Não houve deliberação, autorização ou homologação que valide tais candidaturas. Com isso, esses nomes não representam oficialmente a legenda neste pleito”, afirma o texto da resolução.
O posicionamento do diretório vai além do campo eleitoral e atinge a esfera disciplinar. A resolução aponta que os filiados podem ter cometido infrações graves, como atuar em desacordo com as decisões da maioria e realizar manifestações públicas ofensivas à direção estadual.
Diante da gravidade, o PT determinou abertura de procedimento preliminar para apurar a conduta política dos envolvidos; o PT de Manaus foi orientado a instaurar processos na Comissão de Ética e Disciplina Partidária; e os acusados podem sofrer sanções que variam de suspensão até a expulsão, respeitando o direito à ampla defesa.
Disciplina Partidária
A medida é vista nos bastidores políticos como um movimento de “fechar fileiras” para evitar a fragmentação do partido em um cenário sensível de sucessão estadual. Ao desautorizar os candidatos, o PT Amazonas reafirma que a unidade partidária e o cumprimento das normas internas são inegociáveis, isolando politicamente qualquer tentativa de candidatura independente dentro de seus quadros.










