Manaus (AM) – A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou, nesta quinta-feira (3), uma investigação ampla sobre possíveis práticas anticoncorrenciais no mercado de combustíveis. O pedido foi enviado ao Cade, à Polícia Federal, à Senacon e à Procuradoria da União, com base em relatórios da Casa Civil e do Ministério de Minas e Energia. A principal suspeita é de que reduções nos preços nas refinarias, sobretudo da Petrobras, não estejam sendo repassadas ao consumidor.
Um dos focos da investigação é a Refinaria do Amazonas (REAM), que hoje pertence ao grupo Atem, onde foram identificados indícios graves de distorções na formação de preços, afetando especialmente os consumidores da Região Norte. Segundo a AGU, entre julho de 2024 e junho de 2025, a Petrobras reajustou os combustíveis sete vezes (três aumentos e quatro reduções), mas apenas os aumentos são repassados integralmente. Já as reduções são parcialmente absorvidas por distribuidores e revendedores, ampliando suas margens de lucro.
O caso do gás de cozinha (GLP) é o mais alarmante: o botijão de 13kg sai da refinaria por R\$ 35 e chega a custar até R\$ 140 para o consumidor. O presidente Lula já havia criticado essa disparidade, apontando o ICMS estadual e a atuação de postos como parte do problema.
A prática encarece o custo de vida e pressiona a inflação, já que combustíveis impactam diretamente o transporte e a produção de bens. A AGU alerta que, se confirmadas irregularidades, os responsáveis poderão ser punidos com sanções, multas e até investigações criminais. A expectativa é que a investigação traga mais transparência e justiça ao setor — e alívio ao bolso do brasileiro.










