Humaitá (AM) – Após uma operação da Polícia Federal que resultou na destruição de embarcações e equipamentos nas comunidades próximas ao município de Humaitá, no interior do Amazonas, garimpeiros invadiram a cidade. Em resposta à ação policial, eles supostamente atearam fogo em pneus e ameaçaram invadir prédios públicos.
Segundo relatos de moradores, dezenas de garimpeiros bloquearam a rodovia de acesso à cidade para impedir a chegada de reforços policiais e também impediram os bombeiros de apagar o incêndio. Além disso, houve ameaças de invasão à sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao campus da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).
O prefeito local, Dedei Lobo (PSC), posicionou-se contra a ação da PF, argumentando que os garimpeiros são famílias de extrativistas minerais.
O garimpo ilegal na região Norte do Brasil ocorre em áreas de fronteira, muitas vezes dentro de territórios indígenas e de preservação ambiental. Essa atividade clandestina resulta em desmatamento na Amazônia e contaminação do solo, da água e do ar por mercúrio.
Em dezembro de 2023, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou um projeto de lei para regulamentar a comercialização de ouro e estabelecer regras sobre sua produção, venda e transporte, visando a impedir o garimpo ilegal. O projeto, PL 836/2021, proíbe a comercialização de ouro proveniente de Terras Indígenas e unidades de conservação de proteção integral, independentemente do estágio do processo de demarcação da reserva. Também propõe alterações na legislação financeira para rastrear a cadeia de produção e combater a lavagem de dinheiro associada ao ouro extraído ilegalmente.











