Manaus (AM) – Após não chegarem a um consenso durante reunião realizada nesta quarta-feira (20/5), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) ameaça deflagrar uma greve dos ônibus na próxima sexta-feira (22/5), caso as negociações com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não avancem.
O principal ponto de divergência é o reajuste salarial da categoria. Enquanto os rodoviários reivindicam aumento de 12%, o Sinetram propôs a aplicação do índice de 4,11%, referente ao INPC/IBGE acumulado do período — percentual comumente adotado pela Justiça do Trabalho em casos de dissídio.
Durante o encontro, não houve avanço nas tratativas, permanecendo impasses tanto nas cláusulas econômicas quanto nas sociais da futura Convenção Coletiva de Trabalho. As empresas alegam dificuldades financeiras no sistema de transporte coletivo e defendem a necessidade de compatibilizar as reivindicações com a realidade do serviço público.
O presidente do Sinetram, César Tadeu, afirmou que, diante do cenário, poderá haver anuência para o ajuizamento de dissídio coletivo, caso não haja acordo. Ainda assim, ele demonstrou expectativa de que a paralisação seja evitada com a continuidade das negociações.
Por sua vez, o sindicato dos rodoviários rejeitou a proposta patronal e reforçou a manutenção da pauta de 12% de reajuste, além de sinalizar que seguirá dialogando com as empresas e o poder público municipal.
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), que participou da reunião, informou que o município não dispõe, neste momento, de recursos para arcar com o reajuste pleiteado pela categoria. O órgão se comprometeu a encaminhar as propostas à Secretaria Municipal de Finanças (Semef) para avaliação.
Segundo o diretor-presidente do IMMU, Elson Andrade, esta foi a primeira rodada de negociações e novas alternativas poderão ser analisadas para aproximar as propostas das partes, evitando prejuízos à população.
Caso não haja avanço até sexta-feira, a paralisação do transporte coletivo poderá impactar milhares de usuários em Manaus.











