Manaus (AM) – A cidade pode enfrentar um transtorno no transporte público na próxima terça-feira (26). O Sindicato dos Rodoviários anunciou, em assembleia geral realizada no dia 22 de agosto, a deflagração de greve por tempo indeterminado — um movimento que evidencia a ousadia dos trabalhadores em pressionar autoridades diante de pagamentos atrasados recorrentes.
Segundo o sindicato, os salários da categoria estão em atraso e compromissos financeiros das famílias estão sendo prejudicados, motivando a decisão pela paralisação. Em um ofício enviado ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), foi solicitado que ao menos 50% da frota fosse mantida em operação para minimizar os impactos à população.
Essa já é a segunda ameaça de greve em pouco mais de um mês — o sindicato já chamou atenção anteriormente com uma paralisação-relâmpago após aumento de tarifa em julho, enquanto novas mobilizações continuam a ressurgir por conta dos atrasos salariais.
Apesar da mobilização, ainda existe disposição para negociação por parte dos Rodoviários, o sindicato afirma estar aberto ao diálogo com Sinetram e defende que a greve só deixará de vigorar quando o problema do pagamento for resolvido.
Impactos esperados e alerta à população
Com a paralisação, os usuários do transporte coletivo devem enfrentar grande redução na frota, resultando em atrasos e superlotação, especialmente durante horários de pico.
A ameaça do movimento destaca o clima de tensão nas negociações entre rodoviários, empresas e autoridades, exigindo atenção redobrada por parte dos gestores públicos para evitar colapso no sistema.
Caso a greve ocorra, a população deve buscar meios alternativos de locomoção para ir ao trabalho ou não perder outros compromissos importantes.








