Roubo de criptomoedas motivou assassinato de músico

Jonathan 'Honas' Meléndez

As autoridades mexicanas já determinaram a motivação por trás do homicídio múltiplo de Jonathan Samuel Meléndez Ochoa – tecladista, produtor e compositor da banda Camilo Séptimo, sua esposa Ana Paula (35 anos e grávida de quatro meses), da filha do casal, Sofía (3), e da funcionária Aleyda Romero (21).

Segundo as investigações, o sócio do artista, o argentino Diego Sebastián Rosen Ferlini (51 anos), e seu cúmplice Gerardo Cisneros planejaram e executaram a chacina.

O objetivo: roubar uma carteira fria (cold wallet, dispositivo físico offline utilizado para guardar criptomoedas com máxima segurança) que supostamente guardava milhões de dólares em Bitcoin.

Nesse sentido, relatórios da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do México confirmam que a dupla estruturou toda a operação com ao menos 24 horas de antecedência.

A cronologia e o plano criminoso

Logo no início dos preparativos, em 31 de agosto, Diego ordenou que Gerardo comprasse chaves de fenda, abraçadeiras plásticas, máscaras e luvas descartáveis.

Além disso, o mandante prometeu pagar 2 milhões de pesos mexicanos (R$ 600 mil) pela cumplicidade e providenciou um veículo Kia com placas clonadas para garantir a fuga.

No dia seguinte, em 1º de setembro, Diego aproveitou o vínculo comercial e a confiança da vítima para invadir a residência da família às 17h24.

Enquanto aguardava a chegada do músico, a movimentação chamou a atenção: às 17h54, Ana Paula desconfiou da presença de Diego e alertou um parente por mensagem.

Ela avisou que o invasor esperava por eles enquanto retornavam de um jogo de padel.

O ataque e a tentativa de fuga

Assim que cruzou a porta, o tecladista tentou confrontar o sócio, mas os dois criminosos renderam imediatamente todos os ocupantes da casa.

Em seguida, imobilizaram as vítimas com fita adesiva e abraçadeiras plásticas e as executaram com disparos de arma de fogo equipada com silenciador.

Consumado o massacre, os assassinos abandonaram o carro no conjunto residencial Los Héroes Tecámac e jogaram a arma utilizada em um barranco. Já com o dispositivo em mãos, Ferlini transferiu frações de Bitcoin para sua esposa na Espanha.

Por fim, no momento da abordagem, o argentino ainda tentou subornar os policiais oferecendo 1,5 milhão de pesos mexicanos (R$ 450 mil) e prometendo ensinar os agentes a converter criptoativos em dinheiro vivo sem deixar rastros digitais.

Apesar da tentativa, os agentes prenderam os dois suspeitos em flagrante, e ambos permanecem sob custódia da Justiça do Estado do México.

Fonte: O Fuxico

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